Teresinha
17 de janeiro de 2019 às 12:01
A deputada federal Margarete Coelho (Progressistas) não acredita que o deputado estadual Wilson Brandão vá cumprir a promessa e, contra a orientação do partido, votar em Themístocles Filho (MDB) na eleição do dia 1º de fevereiro na Assembleia Legislativa.
A ex-vice-governadora minimiza a insatisfação de Wilson Brandão, que mudou do PSB para o PP com a promessa de ser o candidato a presidente da Assembleia. A indicação ficou só na promessa e o PP indicou o deputado Hélio Isaías, nome que até então não era sequer cogitado para a disputa com o atual presidente.
Margarete Coelho considera normal a insatisfação de Wilson, que pode ser resolvidas com maturidade. “O partido tem uma liderança, que é o senador Ciro Nogueira, e se posicionou pela candidatura do deputado Hélio Isaías. Insatisfações pontuais são normais. Não há uma ditadura dentro do partido. É uma indicação, um apoio que é claro ao deputado Hélio Isaías”, argumentou
A deputada ensina que em política, jamais se deve fechar a porta da negociação, essa precisa estar sempre aberta. A porta da conversação da conciliação, da negociação e até da composição deve estar sempre aberta, defende. Margarete ressalta que PP e MDB são partidos maduros, formado por homens e mulheres muitos conscientes dos seus deveres, como parlamentares e representantes políticos dos eleitores que os elegeu.
Do outro lado, o MDB se arma como pode para evitar a derrota. Vale até o apoio até dos servidores do Legislativo. O deputado estadual João Mádison organizou um abaixo-assinado entre os servidores para mostrar a grande aceitação do presidente também entre os funcionários da Assembleia.
No meio do fogo cruzado entre dois dos maiores partidos aliados, o governador Wellington Dias arrumou as malas, pegou a família e se mandou de férias para Isarel. Foi rezar na Terra Santa. Pedir ajuda de DEUS para os próximos e difíceis quatro anos de mandato. Vai passar uma semana longe dessa confusão. Promete voltar a tempo de acompanhar a votação do dia 1º, mas sem interferir no processo. Promessa que ninguém bota fé.