Teresinha
28 de junho de 2018 às 11:06
O prego ainda não foi batido, nem a ponta virada na base governista. Muita coisa ainda pode mudar em relação às candidaturas proporcionais e majoritárias que disputam as eleições de 7 de outubro. O Progressistas, que abriu mão da indicação da atual vice-governadora, Margarete Coelho, à reeleição, pode reavaliar essa posição, dependendo do que os outros partidos aliados decidirem. Já a vice-governadora reagiu ao "canto de carroceria" que recebeu: "sou advogada, professora, pesquisadora e não política de profissão".
"Os partidos apresentaram suas pretensões e ele [governador Wellington Dias] nos comunicou que a decisão dele, da coordenação da campanha, quer era de ter um candidato de cada partido na chapa majoritária. Esse critério, obviamente, nos excluiu. O critério que a gente havia proposto era de examinar o capital eleitoral do candidato, tendo em vista que uma chapa majoritária não tem como abrigar todas as siglas. Eu sempre disse que uma chapa majoritária tem que refletir o grupo, mas também a sociedade", defendeu a vice-governadora, em entrevista ao Notícia da Manhã (TV Cidade Verde) na manhã desta quinta-feira (28) de ressaca da Copa da Rússia.
"A vice é uma mulher e temos que reconhecer que as mulheres são a maioria do eleitorado, portanto, são quem decidem as eleições. O espaço não era nosso, mas das mulheres que ganharam protagonismo com minha presença na chapa. A segunda questão é que toda a base do Progressistas insistiu na permanência na vaga. Entretanto, não condicionamos. Aceitamos a decisão do governador”, afirmou a vice.
Margarete Coelho acrescenta que há uma distância enorme entre o Progressistas aceitar a decisão do governador Wellington Dias e não reivindicar os espaços políticos a que tem direito. “Não abri mão da vaga de vice. A chapa ainda não está fechada, as candidaturas não estão postas. Essa é a decisão do meu partido. Eu digo sempre que sou um soldado do meu partido; coloco o meu nome à disposição do partido para ser candidata ao qualquer cargo ou para não ser candidata. Sou advogada, professora, pesquisadora e não política de profissão. Estar ou não concorrendo ao cargo é uma situação de momento", ponderou Margarete Coelho.