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Marcos Venícius admitiu que move ação para receber perdas salariais na

Piauí Hoje

Teresinha

11 de maio de 2010 às 04:05


Enganou-se quem pensou que a "sabatina" do novo presidente da Agespisa, Marcos Venícius Medeiros Costa, seria apenas o cumprimnto de uma formalidade legal antes da posse do indicado pelo governador Wilson Martins. O engenheiro viveu momentos de sufoco e grande constragimento, como quando teve que explicar a ação trabalhista, calcaludad em R$ 1 milhão, que ele move contra a Agesisa no Tribunal Superior do Trabalho.O primeiro deputado a fazer perguntas ao novo presidente da Agespisa, Marcus Venicius, foi Ismar Marques(PSB). Ele questionou sobre o destino do dinheiro dos empréstimos aprovados pela Assembléia no ano passado, principalmente sobre a aplicação desta verba nas cidades de Luzilândia e Miguel Alves. Marcos Venicius disse que a maioria dos recursos foram investimentos em Teresina feita em Teresina, Parnaíba, Pedro II, Picos e Piripiri. Em seguida o deputado Luciano Nunes quis saber sobre credores e devedores da empresa. Marcos Vinicius deverá encaminhas para a Assembleia um relatório sobre os credores e os devedores da Agespisa. AÇÃO CONTRA A AGESPISA - O deputado Marden Menezes questionou se Marcus Venicius tinha alguma demanda judicial contra a Agespisa, referente ao período em que foi diretor da empresa em anos anteriores. Marcos Venicius disse que possuía uma ação trabalhista contra a Agespisa. Ele explicou que reivindicou na Justiça do Trabalho um benefício que a empresa concedeu a outros diretores, mas não concedeu a ele. Em seguida o deputado Marden Menezes perguntou o valor da demanda. Segundo Marcus o valor está calculado em aproximadamente R$ 1 milhão. Ele garantiu ao deputado Marden Menezes que a causa não terá andamento enquanto ele for o novo diretor da empresa, pois vai defender os interesses da Agespisa. Sobre a mesma questão o deputado Robert Rios perguntou como o novo presidente iria agir com relação a defesa da empresa na sua ação judicial. Ele disse que a equipe de advogados da Agespisa cuidará do caso. Robert Rios chamou a atenção para a importância do debate e das perguntas que estavam sendo realizadas durante a sessão. "Senhor presidente é importante que tenhamos todo o tempo necessário, não há motivo de pressa, aqui muitas vezes ouvimos muita besteira, mas hoje é um assunto sério, é a sabatina do homem que vai dirigir a distribuição de água para a população", alertou Robert Rios. TERCEIRIZADOS - Luciano iniciou os questionamentos com uma pergunta sobre quantas e quais são as empresas que terceirizam serviços para a Agespisa. De acordo com Marcos hoje a empresa tem 985 terceirizados contratados através da empresa Limpel, 17 da empresa Cades e 109 da Servi-sam. Segundo ele Em 2003 a Agespisa contava com pouco mais de 1.500 funcionários efetivos e fechou o ano de 2009 com 1.391. A queda do número de servidores segundo o novo presidente da Casa se deve à quantidade de aposentadorias e morte. Outra pergunta do deputado Marden foi a respeito do valor mensal que é pago pela Agespisa para as empresas terceirizadas. Segundo dados do novo presidente são pagos R$ 2 milhões 300 mil, dos quais 80% são pagos para a Limpel. Segundo ele o menor salário pago aos terceirizados da Limpel é de R$ 520, "que na verdade é maioria porque são da parte operacional da empresa", afirmou o novo presidente da empresa. O deputado Edson Ferreira pediu que fosse encaminhado para a Assembleia um relatório contendo o nome do município, a quantidade de funcionários terceirizados que atuam e o valor do salário. METAS - O novo presidente da Agespisa foi questionado pelo deputado Marden Menezes sobre quais ações pretendia fazer para resolver o problema de falta de servidores efetivos. O deputado quis saber se será realizado um concurso, "já que o último concurso da Agespisa foi realizado em 1998", disse o deputado. Marcus Venicius disse que existem metas a serem cumpridas uma delas é a realização de concurso e também o corte de gastos na área de terceirizados, compras de produtos. Segundo o novo presidente uma das principais metas é a reinicialização de várias obras da Agespisa que estão paradas por conta de demanda judicial. "Temos licitações que estão sendo contestadas por empresas, cito como exemplo uma licitação de R$ 50 milhões que já temos notícia de empresa que está contestando o resultado da Justiça", explicou o novo presidente. Outra meta é fazer com que a Agespisa possa arrecadar mais recursos com a instalação de mais hidrômetros. Ele explicou ainda que a Agespisa pretende sair da cobertura de 7% de saneamento básico em Teresina para 51%. "Para isso já existe o investimento de recursos do PAC previstos na ordem de R$ 90 milhões", explicou. Outra meta citada foi a renovação da concessão da distribuição de água e saneamento em Teresina , que segundo Marcus Venicius vence em 31 de dezembro deste ano. Ele disse que pretende conversar com o prefeito Elmano Ferrer para saber como ficará a situação. Segundo ele em Teresina a Agespisa arrecadou em 2009 o valor de R$ 99 milhões e no resto do Estado este valor foi de R$ 98 milhões. Segundo ele é importante a manutenção da concessão porque a arrecadação de Teresina corresponde a maior parte da arrecadação da empresa. "Vamos iniciar esta conversação com o prefeito Elmano o mais breve possível", afirmou Marcos Venicius. CONTRATO - O deputado Robert Rios levantou a questão do contrato que a Agespisa tem com um escritório de advocacia do Piauí. Ele perguntou o que o novo presidente pensava sobre o contrato e porque ele existia se a Agespisa tem seus próprios advogados. O contrato tem valor mensal de R$ 50 mil para que a empresa possa defender os interesses da Agepisa na Justiça. Robert Rios questionou o valor do salário de um advogado dos quadros da Agespisa. "Hoje um advogado da Agespisa recebe em torno de R$ 6 mil a R$ 7 mil, mas esta empresa conseguiu ganhar causas importantes para a empresa e proporcionou que a Agespisa não tivesse prejuízos maiores", afirmou o novo presidente. Apesar das crÍticas do deputado Robert Rios, líder do PT, João de Deus, disse que é importante ver se o contrato está surtindo o efeito desejado e que não há nenhum impedimento na contratação de um escritório de fora se o trabalho estiver surtindo efeito para a Agespisa. João de Deus disse ainda que a indicação de um funcionário de carreira da Agespisa foi uma escolha acertada do governador Wilson Martins. DÉFICIT E OBRAS - O deputado Edson Ferreira perguntou sobre o déficit mensal da Agespisa e sobre as obras da Adutora do Garrinho. Segundo ele a população que depende da distribuição da água da adutora vem sofrendo interrupção de fornecimento. "Em São Raimundo há casos de bairros que ficam até 3 dias sem água", afirmou o deputado. Marcus Venicius disse que hoje a Agespisa ainda opera no vermelho, mas que a mera é em 2011 a empresa estará saneada. Segundo ele o saldo negativo da empresa é de R$ 2 milhões por mês. "Mas nós temos que ressaltar que desde 2003 a empresa vem recebendo investimentos. Temos dados de que R$ 190 milhões neste período para que a empresa possa sair do vermelho", acrescentou. Com relação a Adutora do Garrincho um laudo técnico está sendo esperado. Ainda na próxima semana a Agespisa poderá iniciar os reparos necessários na substituição e na qualidade dos canos que distribuem a água para a região. O deputado Edson Ferreira concluiu dizendo que na verdade "se ouve dizer que a empresa está saneada, que está investindo e realizando, mas hoje vimos q ue se trata apenas de marketing", criticou o democrata. SERVIDORES - O deputado Uchôa cobrou uma posição da empresa com relação aos salários dos engenheiros do seu quadro efetivo. Ele lembrou que a Assembleia está trabalhando para a equiparação dos salários dos engenheiros seletistas e estatutários do Estado.

Fonte: Alepi



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