Intitulada "Muita gente só discursa porque sabe: não adianta" - reportagem de ontem do Jornal do Brasil revela que a falta de agilidade da Câmara e do Senado também tem sido a justificativa encontrada por um grupo de senadores e deputados para a falta de apresentação de novos projetos durante todo ano legislativo. O senador Mão Santa (PMDB-PI) encabeça o movimento. Em 2007, o peemedebista do Piauí foi um dos três senadores que não apresentou nenhum projeto de lei.A idéia é pressionar a Mesa Diretora das duas Casas a emplacar suas propostas. Mão Santa diz que uma das mais importantes é a que amplia o número de cidades onde terão que ser realizados concursos públicos. O senador argumenta que não se pode classificar a produção de um parlamentar simplesmente pelo número de proposições apresentadas, mas é preciso levar ainda em consideração a atividade parlamentar como um todo.A seu favor, o senador do Piauí, no ano passado, conquistou o título de campeão de discursos. Foram 132. O parlamentar também foi quem mais fez apartes - interrompendo o discurso de seus colegas por 379 - e mais presidiu sessões no Senado, mais até do que o ex-presidente da Casa Renan Calheiros (PMDB-AL).- Atentai bem! Como eu posso me dedicar a novos projetos, se eu não consegui aprovar nem mesmo os que estão nas comissões há alguns anos? - questionou Mão Santa.Anseios da baseO líder do governo, Romero Jucá (PMDB-RR), acredita que esta decisão, no entanto, pode não ser compartilhada pelos eleitores.- A produção da atividade legislativa é como um todo, mas os projetos muitas vezes são respostas aos anseios da sua base eleitoral, por isto também é preciso estar sempre produzindo e insistindo na elaboração das propostas - diz o líder.Além de Mão Santa, Calheiros e o senador Antonio Carlos Magalhães Júnior (DEM-BA) também não entregaram projetos no ano passado. (M.F.)
Fonte: Da redação com JB