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Maioria dos candidatos defende homologação de concurso do TJ na OAB

A maioria dos candidatos que compareceram a audiência pública promovida pela Ordem dos Advogados do

Teresinha

12 de abril de 2016 às 20:04


Audiência pública promovida pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-PI).
Audiência pública promovida pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-PI).
A maioria dos candidatos que compareceram a audiência pública promovida pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-PI) nesta terça-feira (12) foi a favor da homologação do resultado do Concurso do Tribunal de Justiça do Piauí, envolvido em denúncias de fraude. A ordem reuniu dezenas de candidatos aprovados e excluídos do concurso para discutir as questões a serem levantadas no relatório final que será elaborado pela Comissão Especial para Análise da Legalidade do Concurso do Tribunal de Justiça do Piauí da OAB.

De acordo com o presidente da Comissão, Roosvelt Furtado Filho, o parecer da Ordem deve ser elaborado até o fim desta semana e deve ser coerente com os posicionamentos apresentados na reunião desta terça. Segundo ele, até o momento o inquérito analisado pela comissão não mostra nenhuma inconsistência.

"Eu não posso dar ainda o meu parecer final porque eu fazer isso por escrito ainda na comissão mas o que eu posso dizer a novidade é que a maioria não quer a anulação. A pendência que há é uma questão de coincidência de gabaritos em determinadas disciplinas. Foi uma providência cautelar que a própria FGV tomou entendendo que haveria uma tentativa de fraude mas alguns candidatos estão alegando que não há uma conclusão acerca da participação deles"afirmou o presidente.

Esta é a situação de candidatos como da psicóloga Jackeline Rocha, conduzida coercitivamente pela Polícia Civil no último dia 10 de março, a candidata afirma ter obtido pontuação suficiente para garantir a aprovação no concurso, mas que por conta da investigação acabou sendo eliminada do certame, mesmo garantindo não ter nenhum envolvimento na fraude.



“Eu sou uma das que seria aprovada e que foi conduzida pela Polícia coercitivamente. Não queremos a anulação. Queremos a homologação com o nosso nome na lista. Entramos com o recurso administrativo no prazo do recurso e estamos esperando a resposta deles. Sendo indeferido, entraremos com ação judicial e vãos lutar pelo nosso espaço”, garante a candidata.

Durante a audiência os advogados ouviram vários candidatos de pelo menos dois movimentos formados após as polemicas envolvendo o concurso. Um dos aprovados no certame e outros dos que, mesmo com pontos que garantiriam a aprovação, foram eliminados do concurso por critério de investigação da FGV e polícia.
 

Fonte: Rayldo Pereira



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