O advogado de policial, Irineu Bezerra, conversa com o chefe de investigação Joatan Gonçalves
O policial militar J.W. (O nome está sendo mantido em sigilo pela Polícia Civil), de 30 anos, lotado no Programa Ronda Cidadão, foi preso por volta de meio-dia desta quinta-feira (03), por agentes da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente e policiais militares, acusado de estuprar a filha da namorada de apenas 10 anos.
Preso em flagrante, o PM foi levado para a Central de Flagrantes, onde está sendo interrogado a portas fechadas pelo delegado. O estupro teria sido flagrado pela mãe da menina na noite de ontem (02), na residência dela.
O chefe de investigação Joatan Gonçalves adiantou que a criança, de iniciais E.S.S., foi submetida a exame de corpo delito e o laudo médico confirmou o estupro.
A mãe da menina, S.S.P., de 28 anos, afirmou aos policiais e jornalistas que acompanharam o depoimento do militar, que confiava no namorado e sempre deixava as duas filhas, de 10 e 6 anos, sozinhas com J.W. e nunca desconfiou que ele pudesse estar abusando da mais velha.
"A gente namorava há um ano. Ele era ausente, mas nunca se mostrou agressivo. Ontem, eu estava com ele e minhas filhas em casa, mas tive que sair. Pouco depois deu um problema na minha moto e voltei. Foi então que vi os dois no meu quarto, sem a parte de baixo da roupa", contou a mãe da criança. A filha, segundo relato da mãe, chorava no momento em que ela flagrou o namorado despido.
O advogado do acusado nega o estupro. "A casa dessa mulher vive cheia de gente. É comum ter muitas festas. Vou pedir um exame de DNA e provar que não foi meu cliente (que estuprou a menina)", prometeu.
"Nós tivemos muita dificuldade de encontrá-lo porque a namorada não sabia onde ele morava”, disse o chefe de investigação. O acusado foi encontrado pela polícia através da placa do carro, um Celta prata, no bairro Promorar, na zona Sul de Teresina.
A menina foi levada à Maternidade Dona Evangelina Rosa para receber a pílula do dia seguinte e assim evitar uma possível gravidez.
AFASTADO – O Serviço de Relações Públicas da Polícia Militar informou que o acusado foi conduzido a um quartel da PM e vai permanecer afastado até o pronunciamento da Justiça.
Independentemente da investigação da Polícia Civil, a Polícia Militar vai abrir um IPM (Inquérito Policial Militar) e um inquérito administrativo para, caso o policial seja julgado culpado, ser submetido ao Conselho de Disciplina da PM, que poderá expulsá-lo da corporação, caso fique comprovado o estupro da criança.