Teresinha
05 de julho de 2018 às 20:07
Tudo que as lideranças dos partidos governistas, como o Progressistas, não querem neste momento de definição de nomes, no “apagar das luzes” para a indicação de candidaturas, é uma dissidência dentro da base, o que poderia provocar uma desconfiança ainda maior do PT com os aliados, principalmente com aqueles que já foram chamados de “golpistas” pela militância no Piauí.
O presidente Regional do Progressistas, deputado estadual Júlio Arcoverde, cuidou de desmentir o boato espalhado pelos correligionários do pré-candidato a governador pela oposição, deputado estadual Luciano Nunes (PSDB). Circulou na mídia nesta quinta-feira (5) que aliados de Wellington Dias vão votar em Luciano para governador em 7 de outubro.
Dois desses aliados seriam os vereadores Aluísio Sampaio e R. Silva, que teriam anunciado apoio ao tucano em reunião com o prefeito de Teresina, Firmino Filho, também do PSDB.
“A oposição busca o diálogo, sobretudo com a população. Hoje temos um quadro partidário no Brasil muito pulverizado. Temos mais de 30 partidos. Temos apoios de todos os partidos e vários partidos que compõe a base aliada”, alardeou Luciano, sem mencionar nomes ou partidos.
Júlio Arcoverde desmente. “Nenhum dos dois falou em apoio. Eles foram a uma reunião na Prefeitura de Teresina com prefeito e lá o prefeito pediu um apoio para o candidato dele, o Luciano, mas os vereadores não falaram em apoio, sobretudo o Aluísio Sampaio, que decidiu se retirar porque o candidato que o Progressistas apoia é o governador Wellington Dias”, reafirmou Júlio Arcoverde.
Uma das estratégias políticas bastante utilizadas - há séculos e séculos - em campanhas eleitorais é justamente desestabilizar o outro lado, cooptar dissidentes, comprar “traidores”, enfim, vale tudo, até criar fatos, divulgar denúncias, que possam desmontar a aliança adversária, mas esse é um artifício que não costuma funcionar, sobretudo contra uma base consistente, como é a do governador Wellington Dias.
Mais fácil é essa fortaleza implodir sozinha. O interesse pessoal de uns poucos amigos do "indio" transformaram a convivência entre aliados num vulcão fumegante prestes a entrar em erupção. E não vai sobrar nada, nem aliados, nem Wellington Dias, poder... coisa nenhuma, se esse caldeirão de vaidades explodir.