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SAÚDE

Lesão por esforço repetitivo: diagnóstico precoce aumenta as chances de sucesso

Na maioria dos casos, os sintomas estão relacionados à atividade inadequada

Teresinha

23 de setembro de 2019 às 20:54


Tiabo Pereira
Tiabo Pereira

L.E.R. (Lesão por Esforço Repetitivo) é uma síndrome que inclui um conjunto de doenças que apresentam sintomas como dor nos membros superiores e nos dedos, dificuldade para movimentá-los, dores musculares e diminuição no ângulo de movimento. Essa síndrome provoca dor e inflamação, comprometendo a capacidade funcional da região afetada. Sua maior incidência ocorre no sexo feminino. Nos últimos 10 anos, quase 70 mil casos de LER foram registrados no Brasil, segundo estudo divulgado pelo Ministério da Saúde.

Na maioria dos casos, os sintomas estão relacionados à atividade inadequada não somente dos membros superiores, como de todo o corpo, que sente os efeitos de atividades como ficar muito tempo diante do computador, digitando e usando o mouse por grandes períodos de tempo, principalmente nos ambientes de trabalho, atingindo em sua maioria faxineiros, operadores de máquinas, alimentadores de linhas de produção e cozinheiros. Por este motivo, a LER também é conhecida como DORT (Distúrbio Osteomuscular Relacionado ao Trabalho), sendo causada por mecanismos de agressão, que vão desde esforços repetidos continuamente ou que exijam muita força em sua execução, até vibração, postura inadequada e estresse.

O fisioterapeuta Thiago Pereira destaca a importância da fisioterapia no tratamento e prevenção da síndrome. De acordo com ele, o tratamento deve ser iniciado o mais rapidamente possível, sendo realizado com massagem, técnicas de alongamento e relaxamento, além do uso de máquinas específicas para tratar este tipo de problema. "Vários fatores envolvem a prevenção e tratamento desta doença. É uma iniciativa multidisciplinar na qual estão inclusos profissionais de várias áreas e onde o fisioterapeuta possui um papel fundamental", pontua.

Thiago reforça, ainda, que o sucesso do tratamento depende do diagnóstico precoce do problema, da identificação de sua origem e, principalmente, do afastamento dos fatores causadores da doença. Atitudes como manter as costas eretas e se certificar de que os punhos não estão dobrados durante determinada atividade ajudam a prevenir o aparecimento do distúrbio, que também pode afetar a coluna lombar - caso a sobrecarga ocorra nessa região - e o tendão de Aquiles. "São atitudes que podem parecer pequenas, mas que são extremamente cruciais para que o tratamento contra a LER seja eficaz e tenha os resultados esperados", acrescenta o fisioterapeuta.

Apesar de ser uma lesão adquirida principalmente em ambientes de trabalho, a LER também pode atingir outros grupos de risco como músicos, esportistas e pessoas que fazem trabalhos manuais em geral, como tricô e crochê. "Fazer exercícios como se espreguiçar, alongar coluna e ombros também ajuda na prevenção da doença e é algo que pode ser feito no dia-a-dia, durante a rotina", finaliza Thiago.

Orienta-se que ao primeiro sinal de dores o paciente procure um médico especialista para tratar das causas do problema, que pode se agravar e se tornar uma lesão mais grave caso não seja diagnosticada precocemente.

Fonte: Leal Comunicação



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