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\"Larguem o osso, saiam do governo\"

O ministro da Educação, Cid Gomes, fez nesta quarta-feira (18), na tribuna da Câmara, um apelo aos

Teresinha

18 de março de 2015 às 19:03


O ministro da Educação, Cid Gomes, fala ao plenário da Câmara
O ministro da Educação, Cid Gomes, fala ao plenário da Câmara
O ministro da Educação, Cid Gomes, fez nesta quarta-feira (18), na tribuna da Câmara, um apelo aos deputados "oportunistas", que detêm cargos na administração federal mas não dão apoio ao governo no Congresso, para que "larguem o osso, saiam do governo".

Mesmo afastado até a próxima sexta-feira (20) por motivos de saúde, Cid Gomes foi à Câmara por convocação, devido a uma declaração dada no último dia 27, durante palestra a estudantes da Universidade Federal do Pará. Na ocasião, afirmou que a Casa tem de 300 a 400 parlamentares que "achacam". "Eles [deputados federais] querem é que o governo esteja frágil porque é a forma de eles achacarem mais, tomarem mais, tirarem mais dele, aprovarem as emendas impositivas", disse o ministro em Belém.

Cid Gomes iniciou a fala na Câmara dizendo que "respeita" o Congresso e admitindo que deu a declaração. Ele justificou afirmando que era uma posição "pessoal" e que não manifestou a posição como ministro de Estado.

"Isso não quer dizer que concorde com a postura de alguns, de vários, de muitos, que mesmo estando no governo têm uma postura de oportunismo", declarou.

Vários deputados protestataram e reagiram com irritação ao discurso do ministro, tentando interrompê-lo aos gritos.

Em seguida, o ministro afirmou que os partidos que compõem a base de apoio à presidente Dilma
Rousseff deveriam adotar postura condizente.

“Eu não quero aqui me referir ao nobre deputado Mendonça Filho [líder do DEM], partidos de oposição, que têm o dever de fazer oposição. Partidos de situação têm o dever de ser situação ou então larguem o osso, saiam do governo, vão pra oposição. Isso será mais claro para o povo brasileiro”, disse.

Diante das manifestações em plenário, Cid Gomes subiu o tom e chegou a apontar o dedo ao presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), dizendo que prefere ser acusado pelos parlamentares de ser "mal educado", a ser acusado de "achacar" empresas, no esquema de corrupção da Petrobras.

De acordo com o ministro, os "400 ou 300" são os que apostam no "quanto pior, melhor", mas pediu "perdão aos que não agem desse jeito".

Fonte: G1



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