Geral

Judiciário em greve por tempo indeterminado

a greve, por tempo indeterminado, dos servidores do Judiciário piauiense. Com a paralisação, vário

Teresinha

07 de março de 2014 às 15:03


Desembargadora Eulália Maria Ribeiro Gonçalves do Nascimento Pinheiro, presidente do Tribunal de Justiça do Piauí
Desembargadora Eulália Maria Ribeiro Gonçalves do Nascimento Pinheiro, presidente do Tribunal de Justiça do Piauí
Os servidores do Judiciário do Piauí entraram em greve por tempo indeterminado. A decisão foi tomada ontem, durante assembleia geral da categoria. Com a paralisação, vários serviços deixarão de ser realizados, e todas as audiências marcadas para os dias de greve serão suspensas.

O presidente do Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário do Estado do Piauí (SINDSJUS), Carlos Eugênio, garante que será mantido o percentual de 30% de servidores trabalhando, de acordo com o que é previsto por lei, mas esse efetivo deverá se ocupar apenas com atividades essenciais. Com isso, as outras deverão parar.

“Esses servidores realizarão trabalhos relacionados apenas a questões ligadas à saúde, sobrevivência e segurança.

Essas são atividades essenciais que não podem parar. Atividades como audiência, distribuição de processos, dentre outras, ficarão paralisadas, até porque os 30% de servidores que ficarão na ativa não dariam conta de tudo isso”, disse.

Os servidores reivindicam reajuste de 6% de reposição salarial, retroativa a janeiro de 2014, em contrapartida, a administração do TJ ofereceu reajuste de 4%.

A proposta foi rejeitada pela categoria durante assembleia geral. Além do reajuste, a categoria quer ainda encaminhamento de anteprojeto de lei para fixar jornada de trabalho dos servidores do judiciário piauiense em seis horas ininterruptas, ou o pagamento pela 7ª hora trabalhada.

Outra reivindicação é a melhoria estrutural dos fóruns do Piauí. Segundo o presidente do SINDJUS, eles não oferecem conforto nenhum para os servidores e nem para os usuários dos serviços.

A administração do TJ, no entanto, segundo o presidente do SINDSJUS, continua irredutível, mas os grevistas garantem que estão abertos a negociação.

“Desde que nós decidimos, no mês passado, que íamos iniciar nossa greve no dia 6 de março, ficamos esperando que as negociações avançassem, mas isso não aconteceu.

Antes disso, nós discutimos esse assunto com a administração do TJ, mas nenhuma proposta foi satisfatória. Mas ainda estamos abertos a uma conversa, para que possamos negociar as nossas reivindicações”, disse

Fonte: Meio Norte



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