Responsável pelas investigações pela morte do empresário Fábio Gabriel Rodrigues, de 33 anos, no dia 14 de maio, em um motel em Niterói, na região metropolitana do Rio de Janeiro, a delegada Juliana Rattes disse ontem (11) que a principal suspeita do crime, a jovem Verônica Verone de Paiva, de 18 anos, misturou um remédio na bebida de Fábio para que ele ficasse desacordado e, com isso, o enforcasse com um cinto.
O inquérito sobre o caso foi concluído. Verônica, que está presa, foi indiciada por homicídio triplamente qualificado porque o motivo foi torpe, não houve possibilidade de defesa da vítima e houve asfixia.
Segundo a delegada, o crime foi premeditado. Nos dias anteriores ao crime, a jovem teria feito ameaças ao empresário dizendo que "se ele não fosse dela, não seria de mais ninguém" e que também teria visto Fábio com outra mulher.
Verônica teria dito em depoimento que matou o empresário porque ele tentou estuprá-la. Segundo o seu relato, ela empurrou o empresário e, com ele caído, o enforcou.
Seus advogados, no entanto, afirmaram que ela sofria de problemas mentais e cometeu o crime porque teria se lembrado de uma violência sexual que sofrera quando tinha oito anos de idade no momento em que o empresário tentou algo com ela no quarto do motel.
Questionada pelo iG sobre a participação de uma outra pessoa no crime, a delegada disse que não poderia dar mais detalhes sobre o caso. A suspeita de envolvimento de mais uma pessoa surgiu porque Verônica teria dito que arrastou o corpo do empresário até a garagem mas a polícia desconfia da versão porque Fábio pesava cerca de 100 kg e tinha 1,90 m de altura
Fonte: ig