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PRECONCEITO

Jogador do Botafogo é alvo de ataques homofóbicos após piercing no umbigo

Entre as mensagens publicadas, apareceram frases como “Medina ou menina?”

Por Gilson

18 de abril de 2026 às 14:51 ▪ Atualizado há 7 horas

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  • O Botafogo venceu o Racing Club por 3 a 2 na Copa Sul-Americana.
  • A vitória foi ofuscada por comentários homofóbicos contra Cristian Medina nas redes sociais.
  • A provocação começou após uma foto dele com um piercing no umbigo ser publicada.
  • Usuários nas redes sociais questionaram a masculinidade de Medina com comentários preconceituosos.
  • O caso destaca a homofobia persistente no futebol.
  • Especialistas e entidades esportivas enfatizam a necessidade de combater o preconceito e promover a inclusão.
  • O episódio reforça a urgência de uma transformação cultural no esporte para respeitar as diferenças.

Medina sofre ataques homofóbicos após aparecer com piercing no umbigo
Medina sofre ataques homofóbicos após aparecer com piercing no umbigo

Mesmo após o triunfo do Botafogo por 3 a 2 sobre o Racing Club, pela Copa Sul-Americana, o resultado acabou ofuscado por uma onda de comentários homofóbicos direcionados ao meio-campista Cristian Medina nas redes sociais. As críticas começaram após a divulgação de uma imagem do atleta.

A repercussão teve início quando o zagueiro Alexander Barboza compartilhou, nos stories do Instagram, uma foto em que Medina aparece usando um piercing no umbigo. A publicação, feita logo após a partida realizada na quarta-feira (15/4), rapidamente viralizou — mas desviou o foco da vitória para o acessório do jogador.

Na plataforma X, antigo Twitter, diversos usuários passaram a fazer comentários ofensivos, questionando a masculinidade do atleta e insinuando aspectos de sua sexualidade. Entre as mensagens publicadas, apareceram frases como “Medina ou menina?” e “Tem coisas que são feitas só pras mulheres mesmo e piercing na barriga é uma delas”, além de comentários irônicos que reforçaram o tom preconceituoso.

Homofobia exposta no futebol brasileiro

O episódio reforça como a homofobia ainda está presente no ambiente do futebol, historicamente marcado por padrões rígidos e resistência à diversidade. Mesmo com avanços em outros setores da sociedade, atitudes discriminatórias continuam sendo recorrentes dentro e fora dos estádios.

Diante de situações como essa, especialistas e entidades esportivas voltam a defender medidas mais firmes para combater o preconceito e incentivar a inclusão. O caso envolvendo Cristian Medina evidencia a necessidade urgente de transformação cultural no esporte, para que o respeito às diferenças prevaleça sobre ataques e estigmas.

Fonte: Metrópoles