O deputado João Mádison Nogueira (PMDB) ocupou a tribuna na sessão desta terça-feira (20) para denunciar que o rebanho bovino está sendo dizimado no Sul do Piauí em razão da falta d`água. Mádison foi aparteado por vários deputados presentes.Mauro Tapety (PMDB) lamentou que o Governo, ao invés de tomar providências para amenizar os efeitos da seca, transforma em carvão as últimas árvores existentes, cujos frutos sempre foram utilizados para alimentar o gado, como as faveiras. Depois de afirmar que voltou recentemente "estarrecido do Sul do Estado" com a situação assustadora dos efeitos da seca na região dos cerrados, João Mádison disse que "os pecuaristas da região estão vendo, impotentes, os rebanhos serem dizimados, por conta de uma seca nunca vista nos últimos 50 anos. Hoje, cerca de 50 cabeças de gado morrem diariamente por falta d`água". Segundo Mádison, "pecuaristas dos cerrados estimam que 40 por cento dos bezerros nascidos de hoje até o mês de dezembro vão morrer de fome por que as vacas estão tão fracas que não conseguirão alimentá-los". E não só o gado que sofre na região. Ele conta que, recentemente, mil hectares do maior pecuarista dos Cerrados, Hélio Paranaguá, pegou fogo graças a um caçador desastrado e expulsou e matou quase 400 pacas que eram criadas no local. Para amenizar o problema, João Mádison sugeriu que o governo deve tome medidas preventivas e imediatas, como a contratação de carros-pipas para distribuir com os produtores e, além disso, adiar a campanha de vacinação dos rebanhos bovinos. "O governo não deve se preocupar em multar quem não está vacinando seu gado, pois os pecuaristas estão preocupados é em salvá-lo", disse Mádison. O discurso de João Mádison recebeu apartes dos deputados Edson Ferreira (DEM), Warton Santos (PMDB), Paulo Martins (PT), Xavier Neto (PR), Ubiracy Carvalho (PDT), Marcelo Coelho (PP), Lílian Martins (PSB), Mauro Tapety (PMDB), José Nery "Nerim" (PTB) e o doutor Pinto (PDT), todos concordando que a grave situação em que se encontra não só o Piauí mas todo o planeta, por conta do aquecimento global. O deputado petista Paulo Martins sugeriu que se aproveite a votação do orçamento para se disponibilizar recursos para ações preventivas de combate às secas, lembrando que os cientistas já previram que esta seca vai durar até 2011. Já Mauro Tapety lamentou a falta de iniciativa do governo para solucionar o problema e denunciou que, ao invés de garantir o abastecimento de água, está é estimulando a produção e venda do carvão vegetal. "O crime é maior porque estão transformando em carvão as árvores cujos frutos são utilizados para a alimentação do gado, nesta época de seca, como é o caso das faveiras", lamentou Mauro Tapety.
Fonte: Alepi