Geral

Internas da Penitenciária Feminina realizam apresentação teatral

presas peça teatral encenam presídio

Teresinha

26 de julho de 2015 às 13:07


Ontem(25), a Secretaria de Justiça do Piauí (Sejus) realizou na Penitenciária Feminina de Teresina a ação “A mim resta a sua visita!”, que faz parte do projeto de teatro desenvolvido desde março deste ano junto às internas da unidade e que estimula a manifestação artística, visando promover a humanização e ressocialização.



A ação será desenvolvida aos sábados, dias em que ocorrem as visitas, com o objetivo de criar um espaço de acolhimento mais leve e de maior integração das internas com seus familiares.



O projeto é coordenado pela atriz e professora Sandra Loiola, com o apoio da gerente da Penitenciária Feminina, Socorro Godinho, e conta com a colaboração de voluntários.



As aulas de teatro já acontecem há oito meses e beneficiam 20 internas. Através do projeto, a Sejus reafirma seu compromisso na promoção dos mecanismos de reintegração social.



A gerente da Penitenciária Feminina, Socorro Godinho, informa que a ideia do projeto surgiu a partir das aulas que funcionam como um treinamento para o autoconhecimento e disciplina das reeducandas. “Com isso, surgiu a necessidade de mostrar o resultado desse trabalho e nada do melhor do que isso ser mostrado aos parentes. É uma forma de retribuir a visita que é a coisa mais importante pra elas e uma maneira de tornamos menos hostil, a entrada das pessoas nos presídios”, declara.



A professora Sandra Loiola completa ao afirmar que a proposta desse projeto é que dias de visita sejam mais leves e poéticos, com apresentações artísticas que envolvem teatro e música. “Através do projeto, queremos transformar o ambiente penitenciário em espaço de expressão artística e acolhimento entre as internas e humanizar o sistema. Percebo que todas as mulheres que participam do teatro evoluíram, pois é uma mudança é de dentro pra fora”, pontua.



“É a primeira vez que faço uma atividade teatral e estou muito emocionada. Fico contando as horas pra participar das aulas da professora Sandra. Com essa atividade me sinto livre, mais leve e percebo que mudei pra melhor. Quando sair daqui, eu pretendo seguir fazendo teatro”, diz Marina Barreira, interna há dois anos da Penitenciária Feminina.

Fonte: ccom



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