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IML libera os corpos de três das vítimas do acidente aéreo

IML corpos libera acidente

Teresinha

17 de dezembro de 2013 às 23:12


 O IML (Instituto Médico Legal) liberou os corpos dos estudantes do curso de aviação da faculdade Cet Marcus Escórcio, Marcos Ronald e Guilherme Rodrigues na noite desta terça-feira (17).

Os corpos serão velados na Pax União, no bairro Piçarra, na zona Sul de Teresina. A família do piloto Rodrigo Viana Morais está vindo de Governador Valadares (MG), e só chega na madrugada de quarta-feira em Teresina para reconhecer o corpo no IML.

AÇÕES - As famílias dos estudantes do curso de aviação Marcus Escórcio, Marcos Ronald e Guilherme Rodrigues, que morreram no acidente aéreo ocorrido ontem no Aeroporto de Teresina Petrônio Portella vão entrar com ações de indenização contra a Faculdade CET e o Aeroclube de Fortaleza

A informação é do pai de Marcos Ronald, de 23 anos, João Filho, que é presidente da Associação Recreativa da CEPISA e diretor do Sindicato dos Urbanitários do Piauí e tio de Guilherme Rodrigues, de 21 anos.

João Filho disse que Marcos Ronald completou 23 anos no dia 1° de novembro e Guilherme Rodrigues faria 22 anos no dia 28 de dezembro.

Ele afirmou ainda que Marcos Ronald passou dois anos cursando Direito, mas desistiu porque se empolgou em ser piloto de avião, seguindo os passos de Guilherme Rodrigues, que desde os quatro anos sonhava em ser piloto. E também porque o irmão do cunhado dele, Ramon Teles, é piloto da TAM em São Paulo, ganha bastante dinheiro e comprou até carro para a mãe.

“Ele viu o pessoal ganhando dinheiro e se empolgou querendo ser piloto”, declarou João Filho. Para ele a perda de seu filho e do sobrinho foi algo muito dolorido. “Não tenho palavra para isso não. A família está arrasada. Ele era meu único filho homem e minha irmã, a Renê, também só tinha o Guilherme de filho”, declarou João Filho.

“A faculdade não tinha uma pessoa que nos orientasse no aeroporto. Achei isso horrível. Lá disseram que estava liberado para a família. O superintendente disse que tinha serviço psicológico, mas nunca procuraram a gente”, falou ele adiantando que a faculdade CET tinha o avião permanente em Teresina, mas como caiu o número de alunos no curso e as despesas de aluguel do avião eram altas a aeronave voltou para Fortaleza (CE).

“O instrutor estava vindo quando um grupo de alunos conseguia dinheiro para pagar as horas aulas e meu filho pegava carona no curso com o Guilherme, porque eram quase irmãos. A faculdade era a mesma, mas quem pagava a hora do meu filho era Guilherme. Era R$ 450 a hora aula. A mensalidade da CET era R$ 750, mas a faculdade só dava a aula teórica”, afirmou João Filho.

Fonte: MN



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