Cientistas exploram o espaço a procura de lugares habitáveis
“Nós demos um grande passo de volta no tempo, muito além do que esperávamos que fosse possível fazer com o Hubble. Nós vimos a galáxia em um momento em que o universo tinha apenas 3% de sua idade atual, muito perto da chamada Idade das Trevas do Universo,” declara o astrônomo Pascal Oesch, líder da investigação.
Descrita por seus descobridores como “surpreendentemente brilhante,” a galáxia, chamada GN-z11, está localizada na direção da constelação da Ursa Maior.
A equipe de pesquisadores usou a câmera de campo largo 3 do Hubble, para medir a distância até a GN-Z11 com precisão e espectroscopicamente, dividindo as cores da luz.
Os astrônomos medem grandes distâncias determinando o desvio para o vermelho (também conhecido pelo termo inglês redshift) de uma galáxia — um fenômeno causado pela expansão do universo.
Cientistas descobriram uma nova galáxia chamada GN-Z11, que se encontra a 13,4 bilhões de anos luz de distância.
Cada objeto distante no universo parece estar se afastando de nós, porque sua luz é alongada para comprimentos de onda maiores e mais vermelhos: quanto maior o desvio para o vermelho, mais distante se encontra a galáxia.
“Para nossa surpresa, o Hubble mediu um desvio para o vermelho de 11,1, muito maior do que o recorde anterior de 8,7. É um feito extraordinário para o telescópio, visto que ele conseguiu superar telescópios terrestres, que eram bem maiores e mantiveram os recordes das distâncias anteriores durante anos”; afirmou Pieter van Dokkum do Departamento de Astronomia da Universidade de Yale
Os pesquisadores disseram que a GN-z11 é 25 vezes menor do que a Via Láctea em tamanho, e tem 1% da massa de nossa galáxia em estrelas. No entanto, a recém-descoberta GN-z11 está crescendo rapidamente, formando estrelas com uma rapidez 20 vezes maior do que a de nossa galáxia, a Via Láctea.
Isso faz com que essa galáxia tão remota seja brilhante o suficiente, para que o Hubble a encontre e realize observações detalhadas.