O Hospital Universitário (HU) da Universidade Federal do Piauí, em Teresina, não está utilizando toda a sua capacidade operacional em razão da baixa demanda . Ambulatório, consultas e exames estão sendo subutilizados porque não estaria havendo procura por parte da população piauiense. Essa informação foi repassada ao procurador regional dos direitos do cidadão no Piauí, Alexandre Assunção e Silva, na última sexta-feira (23) em reunião do MPF com representantes do HU/EBSERH, Denasus e Secretaria Municipal de Saúde para tratar sobre o funcionamento do hospital.
Em fevereiro deste ano, representantes da EBSERH e do HU apresentaram ao MPF um cronograma de medidas a serem implementadas até o final de julho deste ano para sanar as irregularidades apontadas em auditoria do Denasus e colocar o hospital em pleno funcionamento.
A reunião realizada na última sexta-feira teve por objetivo o acompanhamento desse cronograma. Nela, o superintendente do HU, José Miguel Parente, destacou que dentre os serviços não utilizados está o setor de mastologia que não consegue fazer consultas por falta de pacientes.
Diante dessas informações, o procurador regional dos direitos do cidadão recomendou ao superintendente do HU que realize uma maior divulgação institucional desses serviços e ao gestor do SUS que haja uma orientação aos profissionais que trabalham com a marcação das consultas para que informem aos pacientes sobre existência de vagas no HU.
“Sabemos o quanto a população é carente de atendimento ambulatorial, consultas e exames. Portanto, não é aceitável que um hospital do porte do HU, com serviços especializados, como é o caso da mastologia, não seja procurado e utilizado pela população. Acreditamos que com uma maior divulgação institucional e orientação durante as marcações de consultas, esse problema será resolvido”, destaca Alexandre Assunção.
Desde junho de 2013, o MPF acompanha, por meio de inquérito civil público, as ações que estão sendo desenvolvidas para colocar o HU em pleno funcionamento. A reunião da última sexta-feira contou com a participação do procurador regional dos direitos do cidadão, substituto, Kelston Pinheiro Lages.
Fonte: MPF