Francisco Alves de Brito, popularmente conhecido como “Chicão”, foi condenado a cumprir 25 anos de prisão, pela morte do idoso Francisco Silvino de Sousa, conhecido pela alcunha de “Chico Selvino”. O crime aconteceu às 13:00h do dia 26 de Abril de 2010, no Bairro Morro, em Castelo do Piauí.
“Chico Selvino” tinha 63 anos e foi morto de forma brutal, com um golpe de facão na cabeça e outros dois cortes profundos em suas costas. Segundo consta nos autos do processo, os golpes que “Chicão” aplicou em “Chico Selvino” foram tão fortes, que um deles chegou a tirar uma certa quantidade de massa encefálica de sua cabeça, e muito sangue ficou espalhado pelas paredes do bar da vítima, local esse que o mesmo foi morto.
Após passar mais de 3 anos, o julgamento finalmente aconteceu. “Chicão” foi condenado pelo júri popular, na tarde desta última quarta-feira, 24/07. O réu, deverá cumprir 27 anos de prisão em regime fechado, na Penitenciária Major Cézar Oliveira, localizada às margens da BR-316, entre Teresina e Altos.
A acusação do caso do assassinato do idoso “Chico Selvino”, foi representada pelo promotor Dr. Jão Malato Neto, auxiliado pelo promotor titular da comarca de Castelo do Piauí, Dr. João Paulo, e como parte de defasa do réu (Chicão), era representada pela advogada Dra. Socorro de Maria Barros, e conduzida pelo juiz titular da comarca da cidade, Dr. Ulysses Gonçalves da Silva Neto.
Durante parte de seu depoimento no julgamento, “Chicão” alegava que estava enfrentando problemas de saúde, e chegou a afirmar por várias vezes que matou da forma que matou, unicamente por legítima defesa. Porém essa tese de legítima defesa, foi duramente questionada pela acusação (Ministério Público), pois o réu, matou o idoso com requintes de crueldade, e não apenas para se defender de qualquer tipo de supostas ameaças.
“Não sei se ele é um mostro, mas sei que o que esse “santo” (ironicamente se referindo ao réu), matou o idoso com requintes de crueldade, pois o que ele fez com o idoso, eu nunca tinha visto nada semelhante. Ele ainda alega que não pode ficar preso, porque está passando por problemas de saúde, mas isso se realmente tiver acontecendo, ele pode fazer um tratamento e curar-se, mas o idoso não pode mais viver, pois o mesmo está morto.”, afirmou o promotor Dr. João Malato.
Em outro trecho de sua fala durante o julgamento, o promotor João Malato, questionou o estado de saúde de Chicão, pois no momento que ele estava aplicando os golpes de facão no idoso, ele nunca se lembrou que era doente.
Em defesa do réu (Chicão), sua advogada Dra. Socorro de Maria, pediu ao júri popular que se os mesmos optassem pela condenação de seu cliente, os mesmos pelo menos, condenassem-no, com redução de pena, tendo em vista o frágil estado de saúde de Chicão. Mas não foi bem isso que o corpo de jurados fez, ou seja, os componentes do júri popular (quatro homens e três mulheres) entenderam que, Chicão deveria continuar preso e pagar uma grande pena, tendo em vista o grau de crueldade que o mesmo matou o idoso.
Ao ouvir a sentença, que determinou que seu cliente ficasse mais 24 anos preso, tendo em vista que o mesmo já se encontra preso há mais de 3 anos, a advogada Dra. Socorro de Maria, disse ao final do julgamento que irá recorrer da sentença.
Fonte: Mais castelo