A hipertensão arterial (pressão alta) é um dos principais fatores de risco para a ocorrência do acidente vascular cerebral (derrame), infarto agudo do miocárdio, doença arterial periférica, além de ser uma das causas de cegueira, insuficiência renal crônica e insuficiência cardíaca. A pressão alta, como é comumente chamada, acomete uma em cada quatro pessoas adultas. Assim, segundo dados da Sociedade Brasileira de Hipertensão (SBH), estima-se que a doença atinge em torno de, 25 % da população brasileira adulta, chegando a mais de 50% após os 60 anos e está presente em 5% das crianças e adolescentes no Brasil. É responsável por 40% dos infartos, 80% dos derrames e 25% dos casos de insuficiência renal terminal. As graves consequências da pressão alta podem ser evitadas, desde que os hipertensos conheçam sua condição e mantenham-se em tratamento com adequado controle da pressão.
A hipertensão só provoca sintomas em fases muito avançadas ou quando a pressão arterial aumenta de forma abrupta e exagerada. Algumas pessoas, porém, podem apresentar sintomas, como dores de cabeça, no peito e tonturas, entre outros, que representam um sinal de alerta.
Abaixo, algumas dicas e informações do Dr. Mucio Tavares, Diretor de Pronto-Socorro do InCor-SP, para reconhecer as complicações da doença e como prevenir e diagnosticar para casos mais graves em que a doença leva a problemas como infarto e insuficiência respiratória:
Coração:
A hipertrofia do ventrículo esquerdo (espessamento anormal do músculo cardíaco, resultante de uma sobrecarga crônica causada pelo aumento da pressão arterial) é uma das primeiras anormalidades cardíacas decorrentes da hipertensão arterial. Embora o seu diagnóstico possa ser feito pelo eletrocardiograma, o exame de ecocardiograma (para diagnosticar a insuficiência cardíaca), além de dois testes mais recentes, disponíveis no ambiente hospitalar, que têm cumprido o papel de identificar com maior agilidade e sensibilidade os principais problemas cardiovasculares fatais. Os testes disponíveis são a Troponina T de Alta Sensibilidade, que reduz o tempo de diagnóstico de um infarto em até 3 horas, se comparado aos testes de troponina anteriores (chamados de 4º geração) – o que permite o diagnóstico em estágio inicial – e o teste NT-proBNP, usado em emergências para melhor identificar os casos de insuficiência cardíaca.
“A maioria dos casos de infarto não apresenta alteração no eletrocardiograma, por isso é essencial a realização, ainda no pronto-socorro, dos testes necessários para assegurar o correto diagnóstico e o melhor tratamento para o paciente”, afirma o Dr. Mucio Tavares, Diretor de Pronto-Socorro do InCor-SP.
A presença de hipertrofia ventricular em pacientes hipertensos confere um pior prognóstico, ou seja, um maior risco de outras complicações cardiovasculares, como o infarto do miocárdio, insuficiência cardíaca e derrame cerebral. Outras complicações cardíacas da hipertensão arterial são: angina do peito, infarto do miocárdio, insuficiência cardíaca, arritmias cardíacas e os distúrbios da condução elétrica do coração.
Cérebro:
A isquemia cerebral transitória é uma disfunção neurológica reversível, geralmente, durando poucos minutos. O acidente vascular cerebral é uma disfunção neurológica mais duradoura, podendo deixar sequelas graves. O derrame cerebral poderá ser causado por uma obstrução ou sangramento de uma artéria cerebral (acidente vascular cerebral isquêmico e hemorrágico, respectivamente). A demência vascular é a perda progressiva das funções mentais, como a memória e a concentração. Esta condição é fruto do comprometimento de pequenos vasos no cérebro, que são os derrames lacunares.
Algumas dicas para manter a pressão normal (12 por 8):
· Meça a pressão arterial regularmente: seja no consultório, em casa ou no trabalho.
· Adote uma alimentação saudável: como mais verduras, frutas e peixes. Evite alimentos gordurosos, frituras, carnes vermelhas e embutidas.
· Reduza o sal: evite caldos, temperos e alimentos prontos. Fique atento ao teor de sódio dos produtos.
· Controle o peso: quanto maior seu peso, maior a sua pressão.
· Faça exercícios: 30 minutos de exercícios por dia, 5 vezes por semana, acumulando 150 minutos.
· Controle os fatores de risco do coração: colesterol elevado, fumo, stress e diabetes não controlado são inimigos do coração.
· Lembre-se a Hipertensão Arterial não tem cura e pode ser assintomática por isso é chamada de assassina silenciosa.
· Não bobeie consulte seu médico regularmente. Só ele pode indicar o melhor tratamento
Com o objetivo de conscientizar a população sobre as complicações causadas pela hipertensão arterial e quando a doença pode levar a problemas graves, como infarto e insuficiência respiratória, gostaria de sugerir uma pauta sobre o tema.
Referências:
Sociedade Brasileira de Cardiologia. IV Diretriz da Sociedade Brasileira de Cardiologia sobre Tratamento do Infarto Agudo do Miocárdio com Supradesnível do Segmento ST. Site Scielo. 2014. Disponível em:<http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0066-782X2009001400001>. Acesso em: 24 abr. 2015.
Fonte: assessoria