O Hospital Universitário (HU) da Universidade Federal do Piauí (UFPI), através da sua assessoria de Comunicação, enviou nota onde afirma que o Sindicato dos Servidores Públicos Federais – SINSEP não está cumprindo a decisão liminar do Tribunal Superior do Trabalho (TST) emitida na noite de quarta-feira, 20, que determina que 75% de trabalhadores continuem em atividade no hospital.
Segundo a nota, o Sinsep enviou escalas de serviços que contemplam 30% dos funcionários, abaixo do previsto pelo TST. Quanto às consultas e exames, os atendimentos não estão sendo realizados devido ao descumprimento da referida decisão judicial (do TST). A remarcação das consultas não pode ser feita enquanto não for encerrada a greve, pois no momento ainda não há previsão de quando os serviços serão reestabelecidos.
O presidente do Sinsep, Paulo Bezerra, afirma que após uma reunião hoje, às 9h, foi acordada a quantidade de funcionários suficiente para atender a demanda de cada setor do hospital, de acordo com o que determinou a lei.
“Isso não é verdade. Estamos cumprindo tudo o que foi proposto pela lei. Mas enquanto a Ebserh não der um sinal positivo sobre nossas reivindicações e corrigir os problemas, o movimento continua”, disse Paulo Bezerra.
Entre os problemas apontados pelo Sinsep estão falta de material para atendimento aos pacientes e questões salariais em desacordo desde março, data-base da categoria.
Os médicos e enfermeiros do HU entraram em greve por tempo indeterminado nesta quarta-feira, 20. A decisão foi tomada em assembleia dos empregados que aconteceu no Auditório da CONDSEF, em Brasilia (DF), no dia 9 de julho.
São 18 hospitais no país que são administrados pela Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH). A categoria rejeitou a contraproposta da empresa apresentada em 29 junho, mantendo a proposta aprovada na plenária nacional de dezembro 2015 (reajuste pelo IPCA março 2015/fev2016 de 10,36% para salários e benefícios).
Em nota, a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH), administradora do Hospital Universitário do PI, informa que foi oferecido reajuste de 8% nos salários dos funcionários e de 9% nos benefícios (auxílio alimentação, auxílio pré-escolar, auxílio pessoa com deficiência, assistência médica e odontológica).
Além disso, a empresa disse estar aberta à possibilidade de trabalho em turnos de 12h/36h para a área assistencial no período diurno e cinco dias por ano para acompanhamento de familiar em consulta/exame médico.
Confira a nota da EBSERH na íntegra
A Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) informa que ainda mantém negociações com os empregados visando finalizar o Acordo Coletivo de Trabalho 2016/2017. Mesmo diante do cenário político-econômico atual, a proposta apresentada pela empresa conta com diversos avanços importantes.
Em reunião, foi oferecido reajuste de 8% nos salários dos funcionários e de 9% nos benefícios (auxílio alimentação, auxílio pré-escolar, auxílio pessoa com deficiência, assistência médica e odontológica), valores superiores aos acordados em 2015. Além disso, foi apresentada a possibilidade de trabalho em turnos de 12h/36h para a área assistencial no período diurno e cinco dias por ano para acompanhamento de familiar em consulta/exame médico.
Com a rejeição da proposta pela categoria, a Ebserh continua aberta ao diálogo e em busca de novas alternativas visando a assinatura do Acordo Coletivo de Trabalho. A empresa acredita que contará com o bom senso da categoria, para que os serviços prestados à sociedade não sejam prejudicados, uma vez que os atendimentos de saúde são essenciais para a população.
A Superintendência do Hospital Universitário da Universidade Federal do Piauí (HU-UFPI) informa que o fornecimento de insumos está ocorrendo de forma regular, sem prejuízos à assistência aos usuários dos serviços prestados pelo hospital.
No que se refere ao funcionamento da unidade no período de greve, ressalta-se que, sendo a assistência médica e hospitalar considerada um serviço essencial, em cumprimento à legislação, o HU-UFPI está tomando todas as providências cabíveis para a manutenção da prestação dos serviços para pacientes internados, que lhes garantam segurança no atendimento.
Dessa forma, na manhã desta quarta-feira (20), o Tribunal Superior do Trabalho (TST) deferiu liminar para que seja mantido um contingente mínimo de 75% de trabalhadores em atividade no hospital visando manter os serviços à comunidade. Segundo o TST, "o direito de greve não pode sobrepor o direito à vida e à saúde da população".