Geral

Governo não vai aumentar nem criar novos impostos, diz Levy

Governo não quer criar ou aumentar impostos, mas diminuir as renúncias fiscais concedidas noutro mo

Teresinha

31 de março de 2015 às 20:03


O ministro da Fazenda, Joaquim Levy
O ministro da Fazenda, Joaquim Levy
O governo não quer criar ou aumentar impostos, mas diminuir as renúncias fiscais concedidas noutro momento econômico, disse o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, em em audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado Federal. Ele citou a Cide e a desoneração da folha de pagamentos, como exemplos.

Sob o comando do senador Delcídio do Amaral (PT-MS), a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) ouve o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, que dá explicações sobre as medidas de ajuste fiscal propostas pelo governo. Parte das medidas enfrenta resistências no Congresso, como as que dizem respeito a benefícios previdenciários e trabalhistas. O principal desafio do ministro da Fazenda, entretanto, é convencer os senadores a não aprovarem o novo indexador das dívidas dos estados. O texto que obriga a União a colocar em prática o novo indexador (PLC 15/2015 complementar) está na pauta do Plenário do Senado.

Já no início da audiência na CAE Joaquim Levy disse que tem “extrema confiança” na economia brasileira, que é forte e diversificada, com grande capacidade de resposta. Segundo ele, o momento agora é de transição em que o governo está reorientando o setor econômico para o fim do ciclo das commodities.

O novo indexador é uma reivindicação antiga dos governadores e prefeitos, que apontam crescimento anual de 20% no valor da dívida. A preocupação do governo é com o aumento de gastos que pode ocorrer se os novos índices forem colocados em prática. A mudança, segundo estimativas atribuídas ao Ministério da Fazenda, poderia gerar uma perda de R$ 3 bilhões ao governo federal neste ano.

O presidente do Senado, Renan Calheiros, já havia cobrado anteriormente do governo a aplicação dos indexadores. Para ele, os demais entes federados não podem pagar a conta do ajuste fiscal. Segundo Renan, o projeto só não será votado se houver acordo entre os líderes após esta conversa com o ministro na CAE. Ontem Renan recebeu Joaquim Levy e propôs a ele que o governo formalize a independência do Banco Central. De acordo com a proposta de Renan, o mandato do presidente do BC não coincidiria com o do presidente da República.

Fonte: Congresso em foco



@production @if(request()->routeIs('site.home.index')) @endif @endproduction