Teresinha
03 de julho de 2018 às 19:07
O governador do Piauí, Wellington Dias, tem cortado um dobrado nesses últimos meses. Primeiro, tem sido obrigado a gastar tempo e esforço tentando calar a boca de lideranças petistas, que olham para o umbigo e falam demais. Quando pensa que se livrou de um problema, surge outro na base aliada.
A saída do páreo do Progressistas, do senador Ciro Nogueira [que jogou a tolha e desistiu de indicar a vice-governadora Margarete Coelho como candidata a reeleição], foi o sinal verde para que outros partidos, como o PTB, do ex-senador João Vicente Claudino, se achem no direito de colocar a faca no pescoço do governador, exigindo essa ou aquela vaga.
O presidente do Partido Trabalhista Brasileiro, deputado federal José Francisco Paes Landim, argumentou que o PTB está ao lado de Wellington Dias desde 2006 e já é tradição participar da chapa majoritária.
“Ele [o governador] disse que será levado em consideração as forças dos partidos que têm mais ou menos peso para a avaliação final, acerca das duas vagas da composição majoritária”, afirmou Landim, que pretende indicar a deputada estadual Janaínna Marques como candidata a vice de Wellington Dias.
Já o senador Ciro Nogueira cobrou dos partidos aliados o mesmo “gesto de grandeza” que fez o Progressistas ao abrir mão dos próprios interesses em nome do entendimento.
“O governador disse que seria uma vaga para cada partido e, nesse sentido, a gente não continuar nessa disputa facilita o entendimento. Espero que os outros partidos também tenham essa grandeza que teve o Progressistas para que a gente chegue logo a um entendimento e vire essa página”, propôs o senador.
Além da novela da candidatura do[a] vice, Wellington Dias tem uma outra polêmica para resolver: a chapa proporcional. A maioria dos aliados quer chapa única, isto é, todos os candidatos concorrendo num “chapão” governista a deputado federal e estadual. O PT botou o pé na parede e já disse que o PT vai indicar chapa pura para a Assembleia Legislativa e para a Câmara dos Deputados. Até as convenções, vai se repetir essa troca de gentiliza entre os governistas. E a oposição achando bom, torcendo para um racha.