O governador do Piauí, Wellington Dias (PT), mandou um recado para os adversários e para alguns aliados que têm ocupado a mídia para falar sobre a sucessão: "podem tocar fogo em tudo, meu penso sempre em primeiro lugar no Estado. Se tem alguém que não pode nesse momento que não pode perder, por conta de interesses de partidos, é o povo".Bem diferente do discurso de terça-feira (09), quando reuniu líderes petistas na residência oficial para informar que ficaria no cargo, Wellington Dias disse que pode ficar ou sair para disputar o Senado. Quem decide é são os aliados, inclusive o seu partido o PT"Eu estou colocando com muita transparência a opção de permanecer no mandato se isso for necessário para dar tranquilidade ao Estado. Até 31 de dezembro, pode tocar fogo em todo lugar, menos nos interesses do povo. Essa é a minha posição perante todos os partidosQualquer que seja a decisão do PT, será a minha decisão", garantiu.Wellington Dias fez questão de rebater o discurso de alguns petistas de que o governador estaria tentado, a qualquer custo, ser candidato a senador."Até aqui eu tenho cumprido a decisão do partido. Ninguém pode me acusar de dada diferente disso. Se eu montei uma estratégia da unidade do conjunto dos partidos tendo como prioridade para ter um palanque único para a nossa pré-candidata a presidente, Dilma Rousseff, a ter uma candidatura única a governador, inicialmente defendendo a candidatura do Antonio José, mas colocando a vitória de um sucessor que fosse da base do governo como prioridade, a estratégia de fazer o maior número de vagas no Senado e na Câmara, na Assembléia", explicouWellington Dias disse estar muito consciente de que essa é a posição que sempre defendeu e defende. "Se qualquer partido tem uma posição diferente, em tenho que respeitar. Eu sou um democrata".Sobre a fala do deputado João Mádison, de que o PMDB pode se aliar ao PSDB, Wellington Dias demonstrou um certo descaso. "A posição que tenho do PMDB é a posição do seu presidente, o deputado federla Marcelo Castro, que é de contribuir para a unidade da base. Quero dizer que o presidente do PMDB, os líderes do partido Kleber Eulálio, Warton Santos, Themístocles Filho... estão contribuindo para a busca da unidade . Essa é a posição que vale para mim", concluiu.
Fonte: Paulo Pincel