Teresinha
27 de novembro de 2018 às 10:11
Reduzir em 150 milhões as despesas do Estado em 2019, com a fusão e extinção de órgãos, como coordenadorias e até secretarias, foi o principal anúncio feito pelo governador Wellington Dias (PT), durante a reunião com secretários e diretores de órgãos da administração direta e indireta, na tarde de segunda-feira (27), no auditório Sulica, no Complexo Clube dos Diários, no Centro de Teresina.
Wellington admitiu que ainda não concluiu a proposta de reforma, que há apenas um esboço do que deverá ser enviado aos deputados. “Qualquer definição é chutômetro”.
De cima do palco, Wellington Dias abriu a reunião, ao lado da equipe que responsável pela elaboração da reforma, entre os quais os secretários de Governo, Estado da Fazenda, Rafael Fonteles; Planejamento, Antonio Neto; Administração e Previdência, Ricardo Pontes; e Governo, Ariane Sídia, além do controlador-geral do Estado, Brino Cuaê, e da secretária de Cultura, Bidd Lima. Os demais secretários e diretores ficaram nas poltronas destinada ao público no auditório da Secult.
"Estarei anunciando medidas nessa área voltada para a contenção de despesas, adequando a realidade do momento. Quero entrar 2019 com o custo adequado a capacidade do Estado, já que prevemos um ano muito desafiador. Isso vai exigir uma organização interna para não ter desequilíbrio", adiantou o governador ao chegar ao Clube dos Diários, pouco antes do início da reunião a portas fechadas, que a imprensa não teve acesso.
"Haverá redução de despesa extraquadro. São quadros provisórios no Estado, muitas vezes de contrato de manutenção, assistência técnica, pagamento de veículos, diárias e outras despesas. O objetivo é alcançar 2019 com uma redução de R$ 150 milhões", previu.
"Estamos fazendo ajustes nesta área com dois objetivos: não apenas adequar para o programa de governo, mas também para a contenção de despesas. Essas dependem de aprovação Legislativa, mas ainda não concluímos os levantamentos. Qualquer definição é chutômetro. Na verdade não concluímos ainda a análise e ainda não tomei uma decisão sobre como vai ficar a nova estrutura. Está bem andado, estamos trabalhamos, mas não terminei”, admitiu.

Desafios
Segundo Wellington Dias, 2019 será um ano desafiador. “Isso certamente vai exigir aí também uma organização interna em cada área para poder lidar na prestação de serviços, que são tarefas, que são missões do estado com um quadro mais reduzido, com uso de tecnologia, enfim, com isso, quero garantir também para 2019 as condições para não ter desequilíbrio”, acrescentou.
“Nós temos um orçamento de aproximadamente R$ 9 bilhões para 2019, de receita corrente líquida e desse valor nós estamos fazendo um esforço para reduzir e alcançar um patamar de R$ 150 milhões no ano, o que representa próximo de R$ 15 milhões ao mês”, contabilizou.
“São 21 secretarias, nós vamos também estar fazendo um ajuste nessa área. Ela [a reforma] tem dois objetivos, não apenas a adequação para o programa de governo, mas também para contenção de despesas. A quantidade depende de aprovação legislativa. Nós não concluímos ainda essa análise e ainda não tomei uma decisão sobre como ficará a nova estrutura, estamos trabalhando, mas nesse caso ainda não terminei. Tem que ter mudanças aprovadas em lei e neste caso eu quero fazer com muita precaução, vamos ter áreas que serão extintas, outras incorporadas, mas enfim, vamos ter redução também de despesas nessas áreas. Nesse caso é uma medida dura sempre, ninguém tem a satisfação de adotar medidas duras e amargas, mas é uma necessidade e a responsabilidade é minha”, finalizou.