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Fundação nacional de Saúde faz entrega de veículos e máquinas borrifadoras para combate ao Aedes no Piauí

"Estamos destinando quatro veículos para o Estado, para essa prevenção

Teresinha

02 de dezembro de 2016 às 19:12


Entrega de veículos e máquinas borrifadoras para combate ao Aedes no Piauí
Entrega de veículos e máquinas borrifadoras para combate ao Aedes no Piauí

A Fundação Nacional de Saúde fez hoje (02), durante o Dia D de Mobilização Nacional de Combate ao Aedes Aegipty, a entrega de quatro veículos e 23 máquinas borrifadoras para o trabalho de combate ao mosquito para o governador Wellington Dias. O equipamento, destinado pelo Ministério da Saúde aos estados para intensificar as ações de limpeza, de retirada de entulhos, de borrifação de produtos para controle da população de mosquito.

"Estamos destinando quatro veículos para o Estado, para essa prevenção. Estamos entregando 23 máquinas borrifadoras. No Brasil, são 250 veículos e 650 máquinas borrifadoras. Aqui, eu vejo a reciclagem do material, a reutilização, o controle de qualidade da água. Não existe combate mais eficaz ao aedes do que o saneamento traduzido na quantidade e qualidade de água e condicionamento adequado, na coleta de esgoto e na destinação final do resíduo", disse Henrique Pires, presidente da Fundação Nacional de Saúde.

Os índices de infestação do mosquito sofreram redução do ano passado para cá. Em Teresina, por exemplo, houve uma redução de mais de 30% graças ao trabalho conjunto dos três entes federativos. "Estamos iniciando um novo ciclo de chuvas no Estado e junto com o inverno a gente precisa trabalhar a prevenção das doenças. É o período em que os insetos se reproduzem, em que aumenta a quantidade de depósitos de água parada. O governo federal, o governo estadual e as prefeituras estão trabalhando em conjunto. No ano passado tivemos uma redução na incidência da dengue, na quantidade de pessoas infectadas pela dengue e este ano estamos comemorando uma redução de 30% abaixo de 2015. O objetivo é que em 2017 tenhamos nova queda e o caminho é a prevenção. É um trabalho de todas as pessoas. É uma luta conjunta, em todos os lugares, garantindo que não haja acúmulo de água", afirmou o governador Wellington Dias.

Henrique Pires ressalta ainda que a luta contra o aedes, causador de doenças graves como dengue, zika e chicungunya, "é uma guerra silenciosa, que mata, que hospitaliza, que deixa o trabalhador acamado". Porém, essa luta deve ser priorizada e os investimentos devem ser maiores.

"O país toma posições muitas vezes equivocadas. Durante anos, pelo país afora, comparo o Estádio Mané Garrincha, que custou R$ 6 bilhões com a falta de recurso muitas vezes para o governador e para o prefeito investirem em saneamento. Nossa sociedade, que teve a capacidade de construir avião, de prospectar petróleo no pré-sal é o mesmo país em que muita gente que ainda não tem água em quantidade para beber, é o mesmo país que não tem sequer um banheiro. No Maranhão, o déficit é de 300 mil banheiros, no Piauí são de mais de 100 mil. Nós temos que rever essas opções porque não existe combate mais eficaz do que através do saneamento", finaliza. 

Fonte: Ascom Fundação Nacional de Saúde



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