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Fundação Getúlio Vargas revela: 150 mil piauienses saíram da linha de

Piauí Hoje

Teresinha

29 de julho de 2008 às 03:07


O governador Wellington Dias disse, em entrevista à Agência Rádio CCom, que a rede de proteção aos mais pobres que o governo montou no Piauí é muito importante, porque é preciso ajudar às famílias carentes enquanto se completa o processo de desenvolvimento no Estado, que só deverá está concluído em 2022.Ele considera que esta rede de proteção vem alcançando seus objetivos, citando que de 2006 a 2007, segundo a Fundação Getúlio Vargas, cerca de 150 mil piauienses saíram da linha de pobreza. "São programas como o Bolsa Família, Pronaf, Economia Solidária, financiamentos para irrigação, assentamentos através do crédito fundiário, aliados a nossa alta taxa de ocupação de pessoas economicamente ativa que estão permitindo isso".Avanços - Wellington Dias lembra que um processo de desenvolvimento é demorado, não acontece da noite para o dia, mas assegura que o Piauí já avançou muito. Segundo ele, o Estado detém o primeiro lugar no Brasil em ocupação da população economicamente ativa, empregando 90% dos 1,4 milhão de pessoas em idade de trabalhar. "É um resultado fabuloso", proclama.Acrescenta que neste setor o grande problema hoje é a renda, que é baixa. "As pessoas trabalham por um salário de 100, 150, 200 reais, o que é muito pouco".Ainda na área de desenvolvimento social, Wellington Dias destaca a sensibilidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, "sem a qual não teríamos chegado onde chegamos".No Piauí, o programa Bolsa Família atende 360 mil famílias. Juntas, elas recebem anualmente R$ 400 milhões, diretamente na conta. "O que o presidente Lula quer para o Brasil, nós queremos para o Piauí. Por isso montamos a maior rede de proteção aos pobres que o Estado já viu".Para o governador, só o Bolsa Família não tira da pobreza, como também não tiram os programas do leite e o de cestas básicas, mas ajuda bastante. "Somados a um conjunto de outras medidas, eles permitem a melhoria de vida da população mais pobre, sobretudo dos idosos, das crianças, dos desnutridos, enfim, dos que estão com a vida ameaçada".Vida mais longa - Embora reconheça que ainda falte muito para ser feito, Wellington Dias garante que muita coisa já foi feita. Em 2006, a expectativa de vida cresceu no Piauí, se igualando à do Nordeste e se aproximando da média nacional. No Piauí, hoje, a média de vida é de 69 anos, contra 69,7 do Nordeste e 73 do Brasil. Para o governador, o Piauí avançou muito nesse setor. Há 30 anos, a expectativa de vida dos piauienses era de 56 anos.Na cidade de Guaribas, que já foi símbolo da pobreza brasileira, segundo estatísticas do ano de 2003, de cada mil crianças que nasciam vivas, 56 morriam antes de completar um ano de vida. Hoje, a mortalidade caiu muito. Dados recentes revelam que de cada mil nascidos vivos, apenas 18 morreram antes de completar um ano de vida."Isso tudo é resultado do trabalho do governo. É água potável, energia elétrica, o médico da família, às condições de atendimento médico, atendimento às gestantes. Hoje, 99% dos partos no Piauí são feitos em hospitais, com acompanhamento de médico e enfermeira e isso reduz a mortalidade. As pessoas estão comendo mais, estão podendo ter acesso a coisas como habitação, às condições de esgoto, tem banheiro nas casas".Ainda sobre Guaribas, em 2003, das 1,2 mil casas existentes na cidade, só uma tinha banheiro. Hoje, 80% das habitações contam com banheiro e os outros 20% estão sendo construídos; ninguém tinha água encanada e só uma casa tinha poço, quadro exatamente oposto na atualidade; só 20 famílias tinham energia, hoje já são cerca de mil. "A pobreza, na minha concepção, é trabalhar tudo aquilo que faz aumentar a vida e que permite viver com qualidade de vida".Qualidade de vida - O governador entende que a riqueza material, muitas vezes, não é o básico para sair da pobreza. Muitas vezes a pessoa não tem nenhum patrimônio, mas tem qualidade de vida. "A grande riqueza é a qualidade de vida, que tem a ver com um padrão novo de desenvolvimento". E acrescenta: "Quando falamos em pobreza, lembramos logo de renda. Riqueza normalmente é traduzida para quem tem muita terra, muito patrimônio, quem tem muito dinheiro, mas nem sempre é assim".Wellington Dias cita o caso de seu avô, que ao herdar terras do pai passou a ser considerado um homem rico. "Mesmo tendo uma grande quantidade de terras, ele morava em uma casa com muitas goteiras, de piso ruim, bebia água de uma cacimba, da pior qualidade. Não tinha energia, estradas, nada. Ele morreu aos 60 anos, porque não tinha qualidade de vida".Wellington Dias acha que o governo deve trabalhar para garantir qualidade de vida à população, para que ela tenha mais saúde e vida longa. "O que estamos trabalhando no Piauí é a busca de um padrão de vida que nos garanta viver mais".O grande desafio do governo, na visão de Wellington Dias, é transformar esse atraso em desenvolvimento. Por isso estão sendo trabalhados cinco programas no Estado, entre eles o de desenvolvimento social. Os outros são educação, com enfoque especial para o ensino profissionalizante, modernização do Estado, infra-estrutura para o desenvolvimento e atração de investimentos.O Piauí, segundo ele, precisa de estradas, pontes, aeroportos, comunicações. "Isso o governo vem trabalhando, porque essa infra-estrutura vai permitir a atração de investimentos, criando condições para industrializar nossa matéria prima, promovendo a geração de emprego e renda".Aliado a isso, é preciso que se trabalhe a auto-estima da população. "Eu só acredito em desenvolvimento se o povo acreditar nele próprio e no Piauí".Wellington Dias conta, a propósito, que assistiu a um depoimento de um empresário parnaibano ao senador Eduardo Suplicy (PT-SP), em visita ao Delta do Parnaíba. "Ele contou para o senador que o Piauí vive hoje, 50 anos depois, o que o Brasil viveu na época de Juscelino Kubitschek. Vive o desenvolvimento".Para o governador, o depoimento é uma demonstração de confiança no Piauí e em suas potencialidades, explicando que o empresário começou com uma pequena empresa e hoje é um dos grandes operadores de turismo do Estado.

Fonte: CCOM



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