Teresinha
21 de novembro de 2017 às 12:11
O prefeito de Teresina, Firmino Filho (PSDB), não se contentou em apenas demitir do emprego os “afilhados” do PMDB - do vice-prefeito Luiz Júnior - exonerados da presidência da Fundação Wall Ferraz e da Superintendência de Desenvolvimento Rural na manhã de segunda-feira (20), depois de uma reunião no Palácio da Cidade com todo o secretariado e vereadores da base. Firmino soltou o verbo. E disse um monte sobre o que considerou “uma trama maquiavélica” orquestrada pelo PMDB.
O prefeito ficou profundamente irritado com a interferência do PMDB numa decisão que competia somente aos vereadores. A fúria é tanta que o tucano admitiu disputar o governo em 2018. “Tudo é possível”, avisou Firmino Filho.
Segundo o prefeito, é importante refletir bastante nesse momento difícil para todos. “Se você me perguntasse seria candidato a governador há uma semana atrás essa possibilidade seria de 0.1 0.5 Hoje essa possibilidade passa dos dois dígitos... É uma decisão muito difícil. Tem determinados momentos que a gente precisa refletir bastante”.
Firmino Filho reclama que houve uma interferência direta dos poderes estaduais na eleição na Câmara Municipal, “tentando barrar qualquer possibilidade de uma candidatura nossa, de tentar nos encurralar, provocando uma reação no mesmo sentido. Muitos daqueles que votaram na Câmara votaram forma inocente acerca da grande armação estava sendo montada na Câmara Municipal. De repente, a Câmara foi envolvida numa trama maquiavélica para tentar nos guilhotinar”.
Confira outros pontos da entrevista concedida após a reunião com o secretariado no Palácio da Cidade:
Relação com o PMDB
“Ao longo do tempo tivemos uma relação respeitosa com PMDB juntos quando elegemos o Marcos como vice-prefeito. Nesta última eleição nós tivemos juntos. Estivemos separado na eleição da Assembleia Legislativa por um momento, mas sempre com respeito muito grande. Quando a gente esteve em lados opostos sempre foi de maneira respeitosa, leal”.
Trama covarde
O que me espanta nessa atitude, nessa trama urdida na Câmara Municipal, que teve a sua autonomia e Independência totalmente destruída, foi a intervenção decisiva intensa do PMDB, quebrando o relacionamento de lealdade na última eleição. Por isso que não existe nenhuma possibilidade e nós continuarmos com essa coligação. Foi um desrespeito, uma coisa absolutamente... eu diria covarde essa trama urdida pelo PMDB e que não nos deixa outro tipo de reação a não ser o rompimento dessa parceria, desse acordo político com o PMDB”.
Velhos métodos
Não existe questão pessoal. O que existe é uma questão de natureza política. O PMDB é nosso aliado e se envolveu numa trama, numa conspiração, num golpe contra Prefeitura Municipal de Teresina... Conversei com vários deputados do PMDB com lideranças do PMDB e ouvi deles justamente de que não concordavam com os velhos métodos utilizados na eleição Câmara. Temos um relacionamento com Luiz Junior, mesmo porque o Luiz Junior não se envolveu nessa trama urdida na calada da noite.
Bancada decente
Foi uma coisa abusiva arrogante a quebra de independência, de autonomia da câmara. A autonomia da câmara foi quebrada na intervenção poderosa do PMDB. Vamos analisar caso a caso para que a gente possa formar uma base que seja decente, coerente, consistente, que tenha fidelidade ao nosso projeto. Na Câmara Municipal ficarão conosco aqueles que tem orgulho de defender a nossa administração, a nossa bandeira. Pessoas que têm coragem, decência, de enfrentar os desafios”.
