Geral

FIEP perde na justiça direito de representatividade

Em primeira instância, TRT defere em liminar que Federação não pode se manifestar como representante das instituições de ensino particulares

Teresinha

31 de janeiro de 2019 às 19:01


O Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região concedeu liminar à Confederação Nacional dos Estabelecimentos de Ensino (CONFENEN) contra a Federação Interestadual das Escolas Particulares (FIEP), que vinha desrespeitando seu limite de atuação ao se posicionar e atuar como representante nacional das instituições particulares de ensino.A representatividade máxima e legal para defender os interesses da categoria é da CONFENEN.

Constituída por representantes apenas do estado do Amazonas e Distrito Federal, a Federação Interestadual ainda tentou alterar sua base de abrangência, mas o pedido feito ao Ministério do Trabalho foi arquivado. Com base nessa decisão do MT, a entidade também perdeu o certificado de representação de sindicatos e federações que, na verdade, nunca fizeram parte da sua base territorial. 

A decisão do TRT da 10ª Região, assinada pelo juiz do trabalho substituto, Ricardo Machado Lourenço Filho, aplica claras restrições, que se não forem cumpridas, acarretarão em sanções à FIEP.

Sob pena de multa, a FIEP não pode mais atuar como entidade representante a nível nacional; é obrigada a não praticar qualquer ato com objetivo de representar entidades sindicais da categoria econômica das escolas particulares fora de sua base territorial; de promover atos que visem à filiação e representação legal de outras federações e de sindicatos não filiados à ela e, ainda, não pode divulgar e veicular, nos meios de comunicação ou outros, representatividade sindical que não possui, especialmente, como representante nacional da escola particular, bem como não pode recolher qualquer valor a título de contribuição sindical de entidades sindicais que não fazem parte de sua base territorial.

"Mais do que uma conquista na justiça, esta é uma vitória perante a opinião pública. Ao longo de mais de sete décadas lutamos e colaboramos para uma educação de qualidade no país. Não abrimos mão da nossa legitimidade e lamentamos o fato de casos como este ferirem a credibilidade de entidades que trabalham com ética, transparência e embasamento técnico", ressaltou o presidente em exercício da CONFENEN, José Ferreira.

Fonte: Cores Comunicação



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