Saúde

DENÚNCIA

Família acusa Unimed Teresina de atrasar tratamento de criança com doença grave no coração

Criança de Teresina já espera mais de dois meses para realizar um cateterismo fora do estado para evitar agravamento do quadro

Por Admin

07 de abril de 2026 às 18:58 ▪ Atualizado há 1 dia

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  • Lara Pessoa da Silva, 5 anos, tem cardiopatia congênita grave e precisa de acompanhamento especializado.
  • Desde recém-nascida, passou por cirurgias paliativas e complexas, como o procedimento de Rastelli.
  • Exames recentes indicam estreitamento nas artérias pulmonares, causando sobrecarga no coração.
  • A família aguarda há quase três meses autorização do convênio Unimed para cateterismo urgente.
  • A mãe, Jessiane Santana, afirma que em Teresina não há estrutura adequada, necessitando retorno a Fortaleza.
  • Pedido de autorização foi feito em janeiro e ainda está "em análise" pela Unimed.
  • A família recorreu à ANS, mas o problema continua sem solução.
  • Unimed Teresina declara acompanhar o caso com prioridade e aguarda retorno da rede credenciada.
  • A situação é vista como descaso pela família, preocupada com o agravamento da saúde de Lara.

Lara precisa de um procedimento de cateterismo fora do estado
Lara precisa de um procedimento de cateterismo fora do estado

A  pequena Lara Pessoa da Silva, de 5 anos, enfrenta desde o nascimento uma cardiopatia congênita grave, chamada atresia da valva pulmonar com comunicação interventricular e colaterais sistêmico-pulmonares. A condição compromete a circulação do sangue entre o coração e os pulmões e exige acompanhamento especializado e intervenções delicadas ao longo da vida. Moradora de Teresina, a criança precisa com urgência de um procedimento cardíaco complexo e a família denuncia que aguarda há quase três meses pela autorização do convênio de saúde Unimed. 

Ainda recém-nascida, passou por uma cirurgia paliativa para garantir o fluxo sanguíneo. Em abril de 2025, foi submetida a uma cirurgia mais complexa, o procedimento de Rastelli, realizado em Fortaleza (CE). Apesar dos esforços médicos, a correção total não foi possível naquele momento.

De acordo com a mãe, Jessiane Santana, exames recentes apontaram um estreitamento importante nas artérias pulmonares, o que tem sobrecarregado o lado direito do coração. Segundo o laudo médico, a pressão elevada já indica a necessidadede intervenção por meio de cateterismo, procedimento que pode incluir a colocação de stent para melhorar a circulação e reduzir os riscos.

“Ela precisa voltar para Fortaleza, com a mesma equipe que já acompanha o caso. Aqui em Teresina não tem estrutura nem médicos capacitados para esse tipo de procedimento”, afirma Jessiane Santana.

De acordo com a família, o pedido de autorização foi iniciado no dia 21 de janeiro. Desde então, a resposta do plano tem sido a mesma: a solicitação segue “em análise”. 

Diante da situação, a mãe buscou apoio da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), mas relata que, mesmo após o prazo estabelecido pelo órgão ter sido esgotado, o problema não foi resolvido.

“Cada dia que passa, o coração dela fica mais sobrecarregado. A gente vive na angústia, sem saber quando vão autorizar. É desesperador”, desabafa.

A família considera a situação um descaso e teme pelo agravamento do quadro de saúde da criança. “Minha filha precisa disso com urgência. Não é algo que pode esperar”, reforça Jessiane.

Outro lado

Em nota ao portal Piauí Hoje, a Unimed Teresina informou que acompanha o caso “com prioridade” e que as tratativas para a autorização do procedimento estão em andamento.

A cooperativa afirmou ainda que aguarda retorno da rede credenciada para a conclusão do processo, após atualização da solicitação realizada pela família, e reforçou o compromisso de garantir a cobertura prevista em contrato “com a agilidade que o caso requer”.


Fonte: Da Redação



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