DENÚNCIA
Valciãn Calixto
08 de outubro de 2019 às 16:52
Populares estão reclamando do isolamento da faixa de pedestre da Ponte Estaiada E chamando o ato de ‘privatização do espaço público’, já que até a alça da ponte foi fechada em função da realização da Micarina, evento com artistas nacionais que será realizado nos dias 18 e 19 deste mês. A festa é uma realização do Grupo Meio Norte de Comunicação, por meio da Kalor Produções.
Em uma imagem compartilhada nas redes sociais, a professora universitária Jasmine Malta, uma das organizadoras do Salão do Livro do Piauí (SALIPI), questiona se com o isolamento Teresina é uma cidade inclusiva. “A privatização dos espaços públicos: evento de rede de comunicação isola a faixa de pedestre da Ponte Estaiada. A população sem poder pagar ingresso para abadá ou camarote só poderá assistir pela TV”, alerta.
A publicação já acumula diversos compartilhamentos e comentários, entre eles o de um homem identificado como Wonnack Alves. “Eu tive que mudar minha rota de todos os dias por mais de um mês por causa de um evento que vai durar dois dias”, disse referindo-se ao fechamento das alças de acesso à ponte.
Anualmente, o estacionamento da Ponte Estaiada, na Avenida Raul Lopes, zona Leste da capital piauiense, recebe diversos eventos culturais realizados pelas gestões municipal e estadual e ainda pela iniciativa privada, entre os quais Cultura Negra Estaiada na Ponte, Teresina é Pop, Parada da Diversidade, The Vejo na Ponte, Moto Teresina, Festival Food Truck, outros. Em abril, a sertaneja Marília Mendonça gravou parte do seu DVD 'Te Vejo Em Todos os Cantos' no complexo turístico, contudo, em nenhum destes houve o isolamento.
Uma mulher identificada como Bia, conta que com o acesso fechado, precisa fazer um percurso maior para chegar à sua residência, aumentando o consumo da gasolina de seu veículo. “Eles fecharam até a alça da ponte, o que obriga a um desvio absurdo para pegar a Ponte da Primavera e chegar na minha casa, que fica na descida da Ponte Estaiada. Estou revoltada, quem banca o aumento do meu gasto de gasolina e o cerceamento do meu direito de ir e vir”, questiona.
RESPOSTA
A reportagem entrou em contato com a Assessoria de Imprensa da STRANS e da Kalor Produções para que o órgão municipal e a empresa trouxessem esclarecimentos a respeito das reclamações, porém não obteve retorno até o momento.
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