Teresinha
20 de julho de 2017 às 19:07
O governador do Piauí, Wellington Dias (PT) tem hoje três ex-aliados “de primeira hora” como principais adversários. Serão eles os principais opositores do atual governo na campanha eleitoral de 2018. Isso se os acontecimentos políticos, os escândalos, as votações das reformas e outros escândalos que acontecem no país, não tiverem esdobramentos aqui no Piauí, como a ação por quebra de decoro contra a petista Regina Sousa no Senado Federal, assinada por Ciro Nogueira (PP) e Elmano Ferrer (PMDB), aliados de Temer em Brasília e do PT no Piauí.
O ex-governador Wilson Martins (PSB), que foi vice de Wellington Dias e o sucedeu em 2012; João Henrique Sousa (PMDB), que assumiu cargos importantes nos governos do PT, até a assessoria especial do governador; e Robert Rios (PDT), que foi secretário de Estado da Segurança por vários anos na gestão petista podem receber novos aliados nos próximos meses. Gente que se não tiver atendida a sua pretensão politica, como uma vaga na chapa majoritária, pode abandonar o barco e mudar de lado, engrossando as fileiras da oposição ao PT nas eleições de outubro do ano que vem.
Wellington Dias tem sido acusado de fazer o pior governo das três administrações do PT no Piauí; de aumentar o tamanho da máquina administrativa, com a criação de secretaria e de milhares de cargos para abrigar aliados; de endividar o Estado com as sucessivos operações de créditos, seja com bancos oficiais e até com instituições do exterior; de não realizar uma grande obra com os bilhões conseguidos nesses empréstimos, enfim, o Governador só pensar em sucessão, em se reeleger para o quarto mandato no próximo ano.
As acusações são as mais graves, embora nenhuma prova tenha sido apresentada, como as relacionadas às PPPs (parcerias públicos privadas), onde estariam acontecendo corrupção, pagamento de propina a gestores em troca da aprovação dessa ou daquela empresa nas licitações, inclusive na subconcessão dos serviços de abastecimento de água e esgotamento sanitário da zona urbana de Teresina, antes a cargo da Agespisa e entregue à Águas de Teresina (Aegea Saneamento) pelos próximos R$ 30 anos, ao preço de R$ 1,7 bilhão, que a empresa terá que investir nesses anos.
O ex-senador João Vicente Claudino, também um ex-aliado do PT, será um “osso” duro de roer no caminho da reeleição de Welligton Dias. Pelo menos cinco lideranças políticas, que hoje integram a base governista, devem debandar, mudar de lado, caso JVC retorne ao PTB, como tem anunciado, e seja candidato pela oposição: o deputado federal Fábio Abreu (hoje secretário de Estado da Segurança Pública); e os deputados estaduais Nerinho (atual secretário de Desenvolvimento Econômico e Tecnológico), Zé Hamilton, Liziê Coelho e Janaina Marques. Que já avisaram: se o João Vicente Claudino retornar ao PTB, são JVC... “desde criancinha”.