IGUALDADE DE GÊNERO
Alinny Maria
02 de julho de 2019 às 12:28
Na semana passada foi realizada uma audiência pública no Ministério Público do Piauí (MPPI) onde as autoridades discutiram a criação do primeiro ambulatório de Saúde Integral para Travestis e Transexuais no Piauí. Agora, as entidades aguardam a proposta firmada pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado da Saúde (Sesapi), que se comprometeu a entregar ao MPPI no prazo de sete dias os documentos acerca das ações realizadas para a implantação do projeto. O prazo encerra nesta quarta-feira (3).
O Conselho Regional de Medicina do Piauí (CRM-PI) está se mobilizando para a implantação do ambulatório. Na audiência, o CRM foi representado pela conselheira, Drª Elmarene Athayde. A continuação das discussões e encaminhamentos da audiência ficou agendada para o próximo dia 17 de julho, novamente no MPPI. Segundo a conselheira, para a próxima audiência foi solicitada a presença do Secretário Estadual da Saúde, Florentino Neto, bem como dos representantes dos Conselhos de Psicologia, Serviço Social, Defensoria Pública do Estado, Fundação Municipal de Saúde, Hospital Universitário, Hospital Getúlio Vargas, bem como representantes de faculdades de ensino que contemplem cursos de medicina e de outras áreas da saúde.
A audiência foi presidida pela promotora de justiça Myrian Lago e reuniu os órgãos responsáveis, com o objetivo de avaliar a situação atual do projeto e traçar um cronograma para a implantação do Ambulatório de Saúde Integral para Travestis e Transexuais. O CRM-PI informou que apoia a criação de serviço especializado de atendimento a esta população, tanto que já realizou um fórum especificamente para discutir o assunto, bem como já foi pauta de reunião do Fórum Interinstitucional Permanente de Saúde do Estado do Piauí, o qual reúne várias instituições e entidades, entre elas o próprio MPE e MPF, além do Judiciário, OAB-PI, Defensorias Públicas do Estado, da União, órgãos de saúde.
Na próxima audiência os representantes da Fundação Municipal de Saúde de Teresina, Hospital Getúlio Vargas, Fundação Estatal de Serviços Hospitalares do Piauí, Hospital Universitário, instituições de ensino superior de saúde, Conselhos Estadual e Municipal de Saúde, devem estar presentes.
Com o ambulatório, o Estado vai garantir assistência travestis e transexuais, que terão grandes benefícios. O projeto também deve servir como modelo para outros Estados.

Fonte: CRM-PI/Redação Piauí Hoje
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