SAÚDE
Alinny Maria
20 de outubro de 2019 às 18:06
O sumo de laranja é uma das formas mais eficazes de adicionar um pouco de fruta ao pequeno-almoço, assim como os smoothies, a maçã ou a banana fazem as vezes de uma refeição nos dias mais apressados. A intenção até é boa, mas as consequências podem não ser. Na hora de contabilizar a quantidade de açúcar ingerida num dia, não se pode excluir a fruta.
Um recente estudo publicado na revista Cell Metabolism, que realizou testes em ratos de laboratório, chegou a duas conclusões surpreendentes sobre a ação da frutose no organismo.
Em primeiro lugar, e ao contrário do que se pensava, os cientistas perceberam que não é o fígado o agente processador da frutose no organismo. Este açúcar é principalmente processado pelo intestino delgado (90%), passando pelo cólon e entrando em contacto com o microbioma quando o intestino está saturado, diz a Universidade Princeton.
Em segundo lugar, os testes realizados permitiram ainda concluir que a capacidade do intestino delgado processar a frutose é menor quando a pessoa está em jejum. Essa menor aptidão faz com que o açúcar natural do alimento se converta em glucose e se aloje diretamente no fígado.
Mas não importa apenas o momento em que a frutose é consumida. A quantidade é também uma questão a ter em conta. Um copo de sumo de laranja, por exemplo, é o suficiente para sobrecarregar o intestino delgado e levar a glucose em excesso para o fígado.
É certo e sabido que altos níveis de açúcar no fígado podem causar doença hepática gordurosa não alcoólica ou até cancro. Mas este é um motivo para nunca mais comer fruta ao pequeno-almoço? Claro que não!
Apesar de ser importante reduzir o consumo de sumos e smoothies logo ao acordar, dizem os cientistas que a capacidade de o intestino processar a frutose é maior depois de uma refeição, por isso, deixe a fruta para o fim.
Fonte: www.womenshealth.pt
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