Eleição na Assembleia vai deixar sequelas, prevê Arcoverde

Teresinha

04 de janeiro de 2019 às 20:01


presidente do PP no Piauí, deputado estadual Júlio Arcoverde
presidente do PP no Piauí, deputado estadual Júlio Arcoverde

Vendo a candidatura do deputado estadual Hélio Isaías “fazendo água”, o presidente do Progressistas no Piauí, deputado Júlio Arcoverde, decidiu partir para o “tudo ou nada” e elevar o tom do discurso antes da canoa afundar. O PP aposta na interferência do governador Wellington Dias, que Júlio garante vai acontecer na hora certa.

O deputado considera hipocrisia afirmar que não haverá intervenção do Karnak na eleição para a presidência da Assembleia Legislativa. O que é fato. Júlio Arcoverde revela que a candidatura de Hélio Isaías é fruto de um acordo do Progressistas e do PT. Uma inverdade, fake.

O PT nunca deliberou sobre apoio a esse ou aquele candidato nem sobre candidatura própria. Quem andou falando em votar em Hélio Isaías foi o presidente do PT no Piauí, deputado federal Assis Carvalho, mas sem o aval de nenhuma instância do partido e nem da bancada na Assembleia Legislativa.

Quando tentou empurrar o nome do PP goela abaixo dos petistas, Assis Carvalho foi impedido pela ausência de dois deputados no encontro estadual do PT, realizado em meados de novembro do ano passado. Fábio Novo e Flora Izabel estavam foram do Piauí e não poderiam externar sua opinião sobre a eleição.

Flora retornou de viagem e divulgou um vídeo apoiando Themístocles Filho, apoio que o PP e Júlio Arcoverde ignoram. O PT não fechou a questão, repete o deputado. O argumento petista para bater o martelo é que Fábio Novo continua na Espanha.

Qualquer que seja a decisão do PT, haverá sequelas. Essa é a única certeza, depois da interferência de lideranças da base governista num assunto interno do Legislativo.

Se o PT apoiar o MDB, o PP vai ficar com o pé atrás. DO contrário o MDB é que vai ficar de calundu. E estará coberto de razão. Themístocles Filho foi convencido a abrir mão da candidatura a vice-governador para ceder a vaga ao PT, que lançou chapa pura, com Wellington Dias e Regina Sousa.

Nos bastidores, a informação que se tem é que o acordo PT/MDB também envolveu o apoio à reeleição do presidente da Assembleia Legislativa, além de 50 mil votos do PT para Marco Aurélio, filho de Themístocles Filho, que acabou eleito deputado federal com mais de 73.302 votos.  

Como bem disse Julinho, a disputa pelo comando da Assembleia vai deixar marcas, desconfiança. “Ninguém vai enganar ninguém. Vai ter sequelas sim. Por isso trabalhamos pelo consenso”.



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