Teresinha
24 de janeiro de 2019 às 13:01
Enquanto o PT se esconde, a eleição na Assembleia Legislativa do Piauí descamba para o “vale tudo”, inclusive com denúncia de barganha e compra de voto com dinheiro e cargos públicos. A eleição acontece no dia 1º de fevereiro, às 11h, no Plenário da Assembleia Legislativa.
Segundo informações que circulam nos bastidores desde o início da semana, o senador Ciro Nogueira, presidente nacional do Progressistas, estaria por trás das manobras para mudar o resultado da urna, na eleição da sexta-feira da próxima semana, quando os 30 deputados escolhem o sucessor ou mantém pela oitava vez o atual presidente Themístocles Filho (MDB).
Informações confirmadas por fonte fidedigna do portal revelam que o secretário municipal de Desenvolvimento Econômico e Turismo, vereador Venâncio Cardoso (PP), foi realmente pressionado a convencer a mãe, deputada Flora Izabel, a votar em Hélio Isaías para presidência da Alepi.
"Não posso obrigar a deputada Flora a votar em ninguém. Ela é livre. Os deputados são livres", reagiu Venâncio.
Na coluna “Informação de Verdade, do Portal AZ, o jornalista Arimatéia Azevedo fala em “jogo sujo”, “chantagem pura”, contra Venâncio. O secretário teria inclusive recebido a solidariedade dos colegas vereadores Enzo Samuel, Evandro Hidd, Gustavo Gaioso e Luis André.
O senador Ciro Nogueira atribui a pessoas da Assembleia o que chama de "matérias plantadas" nos portais sobre a sucessão de Themístocles Filho. "Olhe os portais e veja a quantidade de matérias plantadas. Pessoal da Assembleia está fazendo isso. Acho que qualquer membro do partido tem que ajudar o partido. O Venâncio deve está tentando ajudar porque é do partido".
No PT, os deputados estaduais fazem um pacto de silêncio sobre quem o partido vai apoiar para presidente. Os cinco deputados voltam a se reunir neste final de semana e vão anunciar a decisão. Prometem voltar unidos, em bloco, sem a interferência de ninguém, nem do presidente do PT no Piauí, deputado federal Assis Carvalho.