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Deputado quer intervenção de Dilma para impedir desapropriações

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Teresinha

10 de dezembro de 2013 às 10:12


Na manhã de ontem (9), aconteceu no plenarinho da Assembleia Legislativa do Piauí – ALEPI, Audiência Pública para discutir a problemática da ampliação do Aeroporto Petrônio Portela e a possível desapropriação de mais de cem imóveis do entorno da pista de pouso.

Para o deputado Evaldo Gomes (PTC), que propôs a audiência, este é um momento de discutirmos a real situação do aeroporto e dos moradores da região. “As possíveis alternativas para que não haja a necessidade de desapropriação, tendo em vista, como já foi dito, isso acarretaria um impacto social e econômico para as famílias que vivem no local há muitos anos”, disse o parlamentar, afirmando ainda que irá solicitar uma audiência coma a presidente Dilma Rulssef para impedir as desapropiações e manifestar o apoio dos teresinenses a construção de um novo aeroporto.



De acordo com o superintendente da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária – INFRAERO, Wilson Estrela Oliveira, com a reforma, o aeroporto poderá receber 1 milhão e 70 mil passageiros/ano. “As intervenções possibilitariam adequação da atual estrutura às normas de aeronavegabilidade e segurança operacional, adequação aos requisitos de acessibilidade, modernização tecnológica e arquitetônica com impactos positivos, estacionamento para 900 vagas com dois pisos e mais seis pontos de embarque” garante.

O Aeroporto de Teresina foi inaugurado em 30 de setembro de 1967. Administrado inicialmente pelo então Ministério da Aeronáutica, e situado ao norte da capital. Em fevereiro de 1975, através da Portaria nº 102/GM5, de 23/12/1974, o aeroporto, com exceção da atividade de navegação aérea, passou a ser administrado pela Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero).

A pista de pousos e decolagens foi construída inicialmente com 1.800 m x 45 m, e ampliada em 1978 para 2.200 m x 45 m. Em 1983 o pátio foi ampliado e reforçado para atender grandes aeronaves dos tipos Airbus A300 e Boeing 767. Grandes companhias aéreas do país já operam em Teresina, como a Varig, VASP e Transbrasil.

Para o representante do Ministério da Aviação Civil, Paulo Lanna a situação atual do aeroporto gera um atraso e prejudica o município e o estado. “Não podemos retroceder, o aeroporto precisa ser modernizado e acompanhar o avanço” disse Paulo.

Com uma movimentação de mais de 1 milhão de passageiros no ano de 2011 e um fluxo que vem crescendo a cada dia, foram instalados dois Módulos Operacionais anexos ao terminal de passageiros do Aeroporto que aumentaram a capacidade de embarque e desembarque de passageiros ao ano.

Para o plano ser executado em sua totalidade, inclusive com um novo terminal de passageiros maior e mais moderno, com pontes de embarque (Ponte telescópica), ampliação do pátio, e novas pistas de taxiamento, a Infraero exigiu da prefeitura de Teresina que algumas casas no entorno do sítio aeroportuário fossem desapropriadas, o que gerou revolta e manifestações de moradores da área.

De acordo com a aposentada Maria das Graças Matos, que reside no local há 70 anos, disse bastante emocionada que quando chegou no local era só um campo de pouso. “De forma legal a PMT me colocou lá, e nenhum morador está invadindo o aeroporto e sim o aeroporto invadindo nossas moradias. A prefeitura e a INFRAERO deveriam ter pensado nisso ainda no início”, contou a senhora bastante emocionada, que chegou a passar mal.

Participaram do encontro, representante do Ministério da Aviação Civil, representantes da Infraero, prefeitura de Teresina e moradores da região. Também foram convidados Governo do Piauí, CREA, OAB-PI, Defensoria Pública Geral, Ministério Público do Piauí e Sindicato dos Construtores do Estado, mas não compareceram e nem mandaram representantes.

Fonte: assessoria



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