Geral

Deputado denuncia uso político de grampos telefônicos

Piauí Hoje

Teresinha

06 de dezembro de 2007 às 03:12


O deputado Xavier Neto (PR) classificou de invasão de privacidade as escutas telefônicas feitas pela polícia, para apurar denúncias de formação de cartel pelos proprietários de postos de gasolina. ele levantou suspeitas sobre a utilização política desses grampos por parte de autoridades.Após ler tópico da coluna do jornal local onde ele afirma que existem diálogos sobre alguns acusados e suas possíveis "quengas", acrescetando que a polícia não pode usar esse tipo de informação em inquérito e nem deixar que ela vazesse para a imprensa, o que estaria configurando quebra de segredo de justiça.Segundo Xavier Neto, os proprietários de postos de gasolina presos em Teresina foram execrados sem necessidade, pois são todos pessoas conhecidas da sociedade e que não precisavam ser algemadas, por terem residências fixas e bons antecedentes.Ele entende que as prisões temporárias foram abusivas, pois elas são feitas para impedir a destruição de provas e, no caso, essas provas (as gravações) já estavam com a polícia.O deputado João Mádison (PMDB) se solidarizou com o orador, lembrando que o jornal Diário do Povo publicou um editorial condenando os excessos da polícia. Outro que se solidarizou foi Marden Menezes, que condenou o exibicionismo policial.O deputado Leal Júnior (DEM) aproveitou para ler trechos de artigo do advogado Marcus Vinícius Furtado Coelho sobre a prisão temporária, o que se encaixa muito bem no episódio envolvendo os donos de postos. Para Leal Júnior, a prisão temporária virou uma condenação antecipada.O deputado Antônio Uchoa (PDT) disse considerar que o maior inimigo do homem público, nos dias atuais, é o telefone celular. Em seguida, questionou: "será que a polícia não estaria fechando os olhos para as ações do narcotráfico?"Para o deputado João de Deus (PT), a polícia não deve execrar ninguém, pois fica difícil restituir a boa imagem de quem é acusado injustamente.Já o deputado Paulo Martins (PT), embora concordando com o orador, lembrou que os proprietários de postos de gasolina não deram importância à Assembléia, quando o problema da cartelização foi levado a audiências públicas. Eles se limitaram a mandar um simples advogado como representante.O deputado Xavier Neto concluiu o seu pronunciamento sugerindo que a Assembléia adote uma posição, se for o caso levando o assunto ao conhecimento do Conselho Nacional de Justiça.Ele fez questão de ressaltar que uma brincadeira feita ao telefone pode ter interpretações variadas ao ser colocada fora de contexto no rádio ou na televisão.

Fonte: Alepi



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