Teresinha
13 de janeiro de 2017 às 04:01
Mais um caso de indução ao autoflagelo e suicídio foi revelado à assistente social Alcidiana Carvalho nesta quinta-feira (12). Trata-se de uma jovem de 18 anos, cujo nome e endereço está em sigilo para proteção da vítima e sua família, conforme garante a própria assistente social.
Alcidiana disse à reportagem do Piaui Hoje que esses casos são mais recorrentes, graves e preocupante que se "imaginava". Ela acredita que o número de casos pode ser grande e mais preocupante porque as famílias não denunciam aos órgãos competentes com medo de represálias, ou por falta de orientação e até por medo de prejudicar ainda mais as vítimas.
Para a assistente social, a orientação é que os pais façam vigília em relação ao conteúdo que seus filhos andam acessando em computadores, tablets e celulares.
“Os pais precisam estar atentos, é uma questão de educação, eles podem optar por fazer o bloqueio de alguns sites que podem ser perigosos em relação às crianças e adolescentes, é bom que haja uma conversa com as crianças a respeito do perigo que possa acontecer e principalmente é preciso que haja o fortalecimento dosvínculos entre os pais e osfilhos, essa é a melhor forma de proteção”,afirma Alcidiana.
Ela também orienta que em casos como esse, os pais devem estar atentos aos sintomas que os filhos podem apresentar como agressividade, tristeza ou passarem muito tempo calados e tentarem resolver esse problema com muita compreensão.
Os grupos responsáveis por incitar automutilação e suicídio devem ser denunciados aos órgãos responsáveis como conselhos tutelares, à Delegacia de Crimes Virtuais, juizados da Vara da Infância e Adolescência. Também devem procurar ajuda de profissionais como psicólogos.
ENTENDA O CASO - Este é mais um caso denunciado pela reportagem do portal Piauí Hoje. No domingo (8), o Piauí Hoje relatou o caso de uma menina de 11 anos, moradora do bairro Cristo Rei, na zona Sul de Teresina, que foi induzida ao autoflagelo e ao sofrimento por participantes de grupos de WhatsApp e redes sociais na internet. O caso repercutiu eoutros começaram a aparecer.
A QUEM RECORRER - Há três anos, no Dia Mundial de Prevenção do Suicídio, Teresina recebeu um ambulatório especializado no tratamento deste problema. Se trata do PROVIDA, que disponibiliza psicólogos e psiquiatra para atendimento de pessoas com ideias suicidas ou que tentaram o suicídio recentemente. O serviço é gerenciado pela FundaçãoMunicipal de Saúde (FMS).
O PROVIDA funciona de segunda a sexta, das 8h às 12h e das 13h30 às 17h30 no Centro Integrado de Saúde Lineu Araújo. O atendimento é por demanda espontânea, ou seja, não precisa de marcação prévia. O paciente é atendido por psicólogo e psiquiatra e, dependendo do quadro, inicia o acompanhamento no ambulatório.
Interessados podem ainda entrar em contato com o ambulatório por meio dos telefones do Lineu Araújo, que são 3131-4344 e 3215-9131.
Fonte: Alcidiana Carvalho
GOLPE
CORRIDA
AGUA
INFRAESTRUTURA
SEGURANÇA JURÍDICA
LOTERIAS