O detento Bruno Ribeiro Costa, 23 anos, foi o sexto preso encontrado morto só este ano, na Casa de Custodia Robamar Leite, em Teresina. O corpo estava amarrado pelo pescoço e pendurado na grade da cela. O cadáver foi avistado por volta das 5h10 desta quarta-feira(10), no pavilhão H da Casa de Custódia.
Preso em abril, Bruno tinha várias passagens pelas delegacias de polícia por assalto, roubo, formação de quadrilha e outros crimes. O morte pode ter sido um acerto de contas.
O diretor de presídios da Secretaria de Justiça, Anselmo Portela, adiantou que exames periciais feitos no corpo de Bruno revelaram escoriações, decorrentes de agressão. A perícia feita nos quatro detentos que estava na mesma cela revelaram que um deles também apresentava escoriações pelo corpo, que podem ser a prova de houve uma briga entre os presos antes do assassinato.
“Há sinais de escoriações em pelo menos um dos quatro presos que estavam com ele. Eles vão ser ouvidos pelo 10º Distrito Policial que irá apurar o caso”, acrescentou o diretor.
A Casa de Custódia registrou outras cinco mortes nos dias 2 de outubro, 21 de agosto, 9 de abril, 7 de abril e 14 de fevereiro.
Os 15 detentos que estão no pavilhão H da Custódia serão transferido para a Penitenciária de São Raimundo Nonato.
“A violência aflora entre eles, nós procuramos evitar ao máximo a formação de facções, para que não haja o confronto, esse caso específico não foi problema de superlotação, já que o pavilhão só tem 60 detentos e comporta até 100”, minimizou o diretor, sem explicar como tantas mortes têm ocorrido sem que os agentes penitenciários ou policiais militares que fazem a segurança daquele estabelecimento possam evitá-las.