PAI EM ILHA GRANDE
Paulo Pincel
25 de julho de 2019 às 11:23
Raymel Kessel, 39 anos, cubano, desempregado há sete meses, queria continuar no Brasil depois do fim do Mais Médicos. Com a situação complicada, Raymel tentou até uma vaga de gari, mas foi recusadoi justamente por ter formação superior. Há três dias, o médico foi contratado como "auxiliar de escritório" em funerária no município de Parnaíba, no litoral do Piauí.
Raymel Kessel trabalhou quatro anos e meio como médico, na rede de atenção básica do município de Ilha Grande, onde casou com uma piauiense. O casal tem um filho.“Eu me sinto parte da Ilha Grande, me sinto filho daqui”.
"Estava buscando uma pessoa para ser agente funerário, mas acreditei que ele não se enquadrava no perfil do cargo e disse que iria ver uma vaga na área administrativa, pois fiquei um pouco preocupada em colocá-lo em um posto que teria contato direto com as pessoas, já que não sei se ele compreende muito bem nossa língua. E lidar com a morte de um ente querido requer uma sensibilização", explicou a empresária Teresinha Medeiros, que empregou o médico, que cumpre uma jornada de trabalho de 44 horas semanais. "Eu acho que agora tudo vai começar a andar na minha vida. Era só eu achar um emprego que o resto vai vir com o tempo", acredita.
Outras oportunidades de emprego surgiram, mas ele quer honrar o contrato com a funerária enquanto aguarda o Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos Expedidos por Instituições de Educação Superior Estrangeiras (Revalida) para retornar à atividade médica. O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), que aplica a prova, ainda não tem o cronograma para a próxima edição do Revalida.
Fonte: G1
GOLPE
CORRIDA
AGUA
INFRAESTRUTURA
SEGURANÇA JURÍDICA
LOTERIAS