AUMENTO DE RENDA
Da Redação
02 de junho de 2026 às 09:11 ▪ Atualizado há 4 horas
Mais de 120 mil famílias piauienses deixaram o Programa Bolsa Família entre março de 2023 e maio de 2026 em razão do aumento da renda familiar. Os dados foram divulgados pelo Governo Federal e refletem a melhora das condições econômicas de milhares de lares que conquistaram emprego formal ou ampliaram seus rendimentos por meio do empreendedorismo.
Somente em maio deste ano, 5.918 famílias do estado deixaram de receber o benefício por terem superado os critérios de permanência no programa. As famílias desligadas tiveram renda acima do limite estabelecido pela Regra de Proteção ou concluíram o período previsto para permanecer nessa modalidade.
Teresina lidera o ranking dos municípios piauienses com maior número de desligamentos em maio, registrando 1.310 famílias que deixaram o programa. Em seguida aparecem Parnaíba, com 208 famílias, União (152), Picos (147) e Campo Maior (125).
Também figuram entre os dez municípios com mais famílias que superaram a situação de pobreza Pedro II (116), Piripiri (101), Barras (85), Esperantina (85) e Piracuruca (85).

Em todo o Brasil, mais de 5,1 milhões de famílias deixaram o Bolsa Família desde a retomada do programa, em março de 2023. Os maiores números foram registrados nos estados de São Paulo, Distrito Federal, Bahia, Minas Gerais e Rio de Janeiro.
Segundo o ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias, os números demonstram que o programa tem contribuído para a inclusão produtiva das famílias.
“Só de 2023 para cá, 5,1 milhões de famílias saíram da pobreza. Saíram do Bolsa Família porque passaram a ter um emprego ou começaram a empreender”, afirmou o ministro.
A chamada Regra de Proteção foi criada no novo formato do Bolsa Família para garantir uma transição gradual às famílias que conseguem aumentar a renda. Mesmo ultrapassando o limite de R$ 218 por pessoa da família, os beneficiários podem continuar recebendo 50% do valor do benefício por até 12 meses, desde que a renda per capita permaneça abaixo de R$ 706.
Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) cruzados com o Cadastro Único apontam que 80% das vagas com carteira assinada criadas no primeiro trimestre de 2026 foram ocupadas por pessoas inscritas no CadÚnico.
O ministro Wellington Dias destacou que os resultados reforçam a participação dos beneficiários no mercado de trabalho formal.
"Os números confirmam as estatísticas relacionadas à presença dos beneficiários no mercado formal e refutam afirmações infundadas de que as famílias não querem arranjar emprego”, declarou.
Um estudo da Fundação Getulio Vargas (FGV Social) também apontou que a renda do trabalho da população mais pobre cresceu 10,7% em 2025, índice superior à média nacional, impulsionado principalmente pela geração de empregos formais e pelos mecanismos de transição previstos no programa.
Fonte: MDS
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