BANDEIRA AMARELA
Da Redação
30 de maio de 2026 às 14:32 ▪ Atualizado há 56 minutos
A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) confirmou, nesta sexta-feira (29), que a bandeira tarifária das contas de luz permanecerá amarela durante todo o mês de junho de 2026. Com a medida, todos os consumidores residenciais, comerciais e industriais conectados ao Sistema Interligado Nacional (SIN) continuarão pagando uma taxa adicional nas faturas.
O valor extra cobrado será de R$ 1,885 para cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos, mantendo o mesmo patamar financeiro que já havia sido adotado pelas distribuidoras ao longo do mês de maio.
De acordo com o relatório técnico divulgado pela diretoria da Aneel, a manutenção da bandeira amarela foi motivada diretamente pela consolidação do período seco na maior parte das regiões do Brasil.
A escassez de chuvas reduz a vazão dos rios e diminui o volume dos reservatórios das principais usinas hidrelétricas do país. Para suprir a demanda nacional de eletricidade e afastar o risco de desabastecimento, o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) precisa acionar as usinas termelétricas, cuja matriz de geração de energia é baseada em combustíveis fósseis e possui um custo de operação significativamente mais elevado.
A agência reguladora lembrou que, entre os meses de janeiro e abril deste ano, as contas de luz operaram sob a bandeira verde, que não aplica nenhuma taxa extra aos consumidores devido ao cenário de cheia nos rios após o verão. Contudo, a transição para a bandeira amarela em maio sinalizou o início do período de estiagem invernal, situação que agora se estende para junho. O sistema de bandeiras tarifárias foi criado em 2015 com o objetivo de dar transparência aos custos reais da geração de energia no país, funcionando como um sinalizador mensal para que o consumidor saiba quando a energia está mais cara e possa adaptar seus hábitos de consumo.
A tabela de cobrança extra regulamentada pela Aneel funciona de forma progressiva com base nas condições climáticas e operacionais do SIN:
Bandeira Verde: Condições favoráveis de geração (sem acréscimo na conta);
Bandeira Amarela: Condições menos favoráveis (acréscimo de R$ 1,88 a cada 100 kWh);
Bandeira Vermelha - Patamar 1: Condições custosas (acréscimo de R$ 4,46 a cada 100 kWh);
Bandeira Vermelha - Patamar 2: Condições críticas e muito custosas (acréscimo de R$ 7,87 a cada 100 kWh).
Fonte: Agência Brasil
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