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Começa o julgamento da viúva da Mega-Sena

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Teresinha

28 de novembro de 2011 às 23:11


Adriana é acusada de matar p marido milionário
Adriana é acusada de matar p marido milionário
 pós seis horas de atraso, começou, por volta das 16h, o julgamento da ex-cabeleireira Adriana Ferreira de Almeida, viúva do milionário René Senna. Ela é acusada de mandar matar o marido depois de ele ganhar R$ 51,8 milhões na Mega-Sena. O crime ocorreu em 2007.

O ganhador da Mega-Sena assassinado, René Senna, e a viúva, Adriana Ferreira Almeida
Além de Adriana, outros três acusados estão sendo julgados: a professora de educação física Janaína Sousa e os PMs PMs Ronaldo Amaral, o China; e Marco Antônio Vicente.

Adriana chegou ao Tribunal do Júri de Rio Bonito (72 km do Rio) acompanhada do seu advogado, Jackson Costa Rodrigues, às 15h43. Usando calça jeans, moletom roxo, cabelo trançado e pouca maquiagem, ela se recusou a falar com a imprensa. A ex-cabeleireira aparentava calma e assistiu ao julgamento concentrada, fazendo eventuais comentários com Rodrigues.

O júri que irá decidir a sorte dos réus foi composto, após sorteio, por cinco homens e duas mulheres.

A primeira testemunha ouvida pela juíza Roberta Costa foi o médico especialista em cirurgia vascular Carlos Alberto Barreto Miranda, arrolado pela defesa. Ele contou que atendeu Renné em agosto de 2006, a pedido de Adriana, por conta de complicações decorrentes da sua diabetes.

Logo após foi a vez de Luiz Penco, dono do bar em que o milionário estava quando foi executado. Penco disse que estava no balcão quando dois homens chegaram em uma moto. Um deles desceu armado e atirou contra René. Neste momento, Penco se escondeu nos fundos do estabelecimento e ouviu apenas uma série de tiros.

Segundo o dono do bar, René era uma pessoa calma, que costumava brincar com a sua recém adquirida riqueza, mas evitava falar da vida pessoal.

As irmãs de Renné, Aldinéia, Jucimar e Miriam Senna também acompanham o julgamento. Para Jucimar é o fim de uma espera de cinco anos. "Espero que ela [Adriana] seja presa logo e que se faça justiça." "Tudo que fizemos nos últimos anos foi esperar por este momento", completou Aldinéia.

A previsão é de que o julgamento dure de quatro a cinco dias. Serão ouvidas cerca de 40 testemunhas.

Inicialmente, a audiência foi marcada para o dia 4 de novembro, mas acabou adiada após o advogado de Adriana alegar problemas de saúde. A morte do lavrador, que ficou milionário ao ganhar na Mega-Sena, ocorreu em 2007.

Fonte: uol



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