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CMT aprova moção de repúdio contra voto dedicado a torturador da ditad

O vereador Dudu (PT) requereu à Câmara Municipal de Teresina uma moção de repúdio às declarações do

Teresinha

26 de abril de 2016 às 15:04


O vereador Dudu (PT) requereu à Câmara Municipal de Teresina uma moção de repúdio às declarações do deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ), feitas durante a votação do Congresso para a aceitabilidade do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff.



O deputado carioca dedicou seu voto ao ex-coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, chefe do Destacamento de Operações de Informações / Centro de Operações de Defesa Interna (Doi-Codi), onde pessoas que foram consideradas subversivas pelo regime militar foram torturadas e mortas.



“Quero deixar claro que não estou me manifestando contra o voto em si deste senhor, mas a quem ele exaltou. Apesar de não concordar com o voto, respeito este direito. O problema se deu ao oferecê-lo à memória de um dos mais cruéis torturadores que este país já viu, que torturou e matou. A memória deste homem não pode ser louvada de maneira alguma”, declara o vereador.



O requerimento de moção de repúdio foi aprovado por unanimidade na CMT, com abstenção de seis vereadores. “Entendo que os companheiros não são a favor do que este homem falou. Não quiseram se manifestar, talvez, por outras questões e estão no seu direito. Espero que este requerimento seja uma caixa de ressonância para as demais capitais do Brasil”, frisa Dudu.



Agora, a CMT enviará a moção de repúdio para a Câmara dos Deputados, em Brasília. “Jamais a Câmara Federal poderia deixar passar uma manifestação dessa envergadura. Quem faz homenagem a um torturador, não terá pudor de fazer uma para fascistas, terroristas, neo-nazistas, etc. Isso é uma vergonha nacional”, finaliza Dudu.



A Ordem dos Advogados do Brasil, seccional Rio de Janeiro (OAB-RJ), protocolou, nessa segunda-feira (25), um pedido de cassação do parlamentar, por quebra de decoro. A entidade classificou como “abominável” a dedicação do voto ao falecido torturador.

Fonte: Jamila Carvalho



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