O líder do PSDB, deputado Marden Menezes, voltou à tribuna da Assembléia Legislativa para ler o parecer de 17 laudas, assinado pela promotora do Ministério Público do Estado, Cláudia Pessoa da Rocha Seabra, no processo que analisou o contrato de prestação de serviços à Secretaria de Estado da Saúde pela Funace, alvo de denúncias e de investigações pela Procuradoria Geral de Justiça e de tomada de contas especial pelo Tribunal de Contas do Estado.Marden Menezes iniciou a fala reclamando que o governador Wellington Dias tinha mudado o discurso, passando a atribuir a interesses eleitoreiros em ano eleitoral as acusações feitas contra membros do governo."Existe partido do Ministério Público? E 2007 é ano eleitoral? A denúncia foi feita pelo Sindicato dos Servidores da Saúde e não pelo deputado Marden". Segundo o deputado, a promotora Cláudia Seabra denunciou má qualidade na prestação de serviço e irregularidade na contratação emergencial da prestação de serviços, valendo-se da migração de servidores da Funatec, contrato esse que foi prorrogado por três vezes, contrariando o que determina a lei e infringindo as normas do concurso público e do processo licitatório. O líder do PSDB foi aparteado pelos deputados Mauro Tapety (PMDB), Antonio Félix (PPS) e Xavier Neto (PL). Mauro Tapety disse que Marden Menezes levava para a tribuna as provas que o governo havia pedido que fossem apresentadas.Antonio Félix elogiou Marden Menezes pelo discurso e disse que o parecer da promotora Cláudia Seabra contrariava a fala do secretário Assis Carvalho, quando da sua presença no plenário da Assembléia. Xavier Neto defende Assis Carvalho O deputado e advogado Xavier Neto (PR) advertiu o colega da oposição, de que o parecer não é conclusivo, não afirma que houve o ato de improbidade, apenas que há indícios de irregularidade que precisam ser melhor investigado. Marden Menezes concluiu o discurso lendo a parecer da promotora, onde ela conclui recomendando uma investigação mais esmiuçada do contrato para apuração do cometimento de ato de improbidade administrativa. "Caberá, agora, ao promotor Ruszel Lima Verde dar continuidade às investigações para comprovar as denúncias e depois encaminhar o processo ao procurador-geral de Justiça, emir Martins, para oferecimento da denúncia para abertura da ação judicial", explicou o deputado. "Há indício de graves irregularidades na contratação da Funace, suficiente para afastar do cargo o gestor público até que as denúncias possam ser esclarecidas. A amizade, o companheirismo, o partidarismo não pode manter um gestor que dilapida o patrimônio Público", lamentou.Marden disse ainda que a missão dele estava praticamente cumprida. "Vamos agora acompanhar as investigações no âmbito estadual e federal e trazer para esta Casa as conclusões sobre o que denunciamos, para que o assunto não esfrie", concluiu Marden Menezes.
Fonte: Redação do Piaui Hoje