Casos de feminicídio no Piauí já superam todo o ano de 2017

Teresinha

20 de junho de 2018 às 12:06


Mulher é morta pelo marido no Piauí
Mulher é morta pelo marido no Piauí

Iarla Barbosa, Camila Abreu, Aretha Dantas... todas jovens, lindas... e mortas pela covardia machista, que agride, violenta e executa sem nenhuma chance de defesa. São todas vítimas de psicopatas, que se acharam donos de suas vidas.  Na terça-feira (19), a morte de mais três mulheres por doentes que assassinam com a desculpa do ciúme, elevou as estatísticas de feminicídio no Piauí.

Os casos de feminicídio no primeiro semestre já ultrapassaram todos os registros desses tipo de crime hediondo em 2017, de acordo com a Secretaria de Estado da Segurança. Só este ano, entre janeiro e junho, já são 12 casos registrados de feminicídio entre janeiro e maio, em todo o estado.

Em menos de 24 horas, mais três mulheres foram vítimas da fúria assassina dos companheiros. Em Paulistana, Gabriela de Carvalho, 22 anos, foi morta com um golpe de faca no pescoço pelo marido, Nilson Carvalho de Oliveira, após uma briga dentro do açougue de propriedade do casal.

Já Francinilda Pereira de Andrade, 33 anos, foi espancada até a morte na manhã de terça-feira (19) no Residencial Nova Teresina, na zona Leste. O suspeito do crime é o namorado da vítima identificado como José Ribamar da Costa, 66 anos, que tentou se matar em seguida.

Em Piripiri, a empregada doméstica Irismar Castro, de 38 anos, foi morta a facadas pelo ex-companheiro, conhecido como Zé Ioiô, na manhã de terça-feira (19). Irismar já havia denunciado o ex por agressão e Zé Ioiô estava proibido de se aproximar da ex-mulher.

Bem distante daqui, na Rússia, cinco idiotas envergonharam o país ao gravar e postar nas redes sociais um vídeo misógino e machista expondo uma jovem local. Inocente, ela repetia o que os babacas gritavam, querendo ser hospitaleira, gentil. A esses cretinos, uma punição exemplar dos russos cairia bem.

Quem sabe as autoridades do Brasil, vendo como se faz lá fora com covardes de cueca, passam a coibir, exemplar e definitivamente, a violência misógina, praticada sistematicamente em casa, na escola, no trabalho, nas ruas, nos ambientes públicos, que começa sempre como um brincadeira e na maioria das vezes descamba para a violência, até o feminicídio.

Para esses criminosos o outro ser humano não merece respeito. A mulher é apenas um objeto, anônimo, descartável, sem identidade, sem dignidade, sem direito.  



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