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Carro com o corpo esquartejado do empresário chegou a ser parado pela

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Teresinha

10 de junho de 2012 às 14:06


Multa recebida por Eliza quando ia se desfazer de restos do corpo do marido
Multa recebida por Eliza quando ia se desfazer de restos do corpo do marido
 Elize Matsunaga, 38 anos, chegou a ter o carro parado pela Polícia Militar Rodoviária de São Paulo quando transportava em malas o corpo esquartejado do marido, Marcos Matsunaga, 42 anos. A bacharel em direito matou o executivo da Yoki no dia 19 de maio e no dia seguinte saiu para se desfazer dos restos mortais.

Elize foi parada no dia 20 porque estava em uma Pajero TR4 com o licenciamento vencido. Um "radar inteligente" detectou o problema e informou a policiais militares rodoviários, que pararam o carro na Rodovia Antônio Romano Schinchariol, a SP-127. Elize foi multada pela infração, segundo a Polícia Civil.

A multa foi aplicada já em Capão Bonito, a 226 km de São Paulo - segundo a polícia, Elize seguia para o Paraná, onde iria se desfazer das partes do corpo do marido. No caminho, ela se arrependeu e voltou para São Paulo, pensando na filha de 1 ano. Os restos mortais de Matsunaga foram abandonados em Cotia, na Grande São Paulo.

Depois de abandonar os pedaços do corpo do executivo, Elize voltou para a casa onde morava com o marido - a filha ficou no local com uma babá pelas 12 horas em que a mãe esteve ausente.

Criança não viu nem ouviu nada
As malas e a faca foram jogadas em outro local, que Elize já indicou para a polícia. O delegado Jorge Carrasco disse que a polícia vai apreender os objetos. Uma testemunha de Cotia disse à polícia ter visto quando um motociclista, vestido de preto e em uma moto escura, jogou os sacos no matagal. O marido de uma das três empregadas do casal também chegou a ser investigado, mas agora a polícia descarta ajuda no crime.

“Não houve mentira, o depoimento foi seguro. Os indícios eram muito fortes e foram apresentados para ela. Não acredito que ela esteja acobertando ninguém”, disse Carrasco.

Segundo a polícia, enquanto Elize saiu para desovar o corpo do marido, a filha deles, de 1 ano, ficou no apartamento com uma babá. O delegado disse que dificilmente a menina viu alguma coisa, pois os cômodos do imóvel são distantes. O barulho do tiro também não deve ter sido ouvido, pois as janelas têm proteção antirruído.

Elize também revelou em seu depoimento que, após cometer o crime, doou o colchão onde o casal dormia para uma babá, que será ouvida pela polícia ainda hoje. O casal tinha três empregadas: uma doméstica e duas babás. Elas não tinham acesso a todos os cômodos do apartamento, segundo a polícia.

Segundo o delegado Carrasco, Elize não disse em seu depoimento se estava arrependida pelo crime. Presa desde segunda-feira, segundo a polícia, ela teve a prisão prorrogada pela Justiça por mais 15 dias. Ela deve ser indiciada por homicídio qualificado, com ocultação de cadáver.

O advogado da família da vítima, Luiz Flávio Borges D\'Urso, disse ontem que “a família se sente reconfortada com a confissão e com o trabalho da polícia”.

Fonte: folhaonline



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