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Bebeu cocaína líquida, dada pela mãe, pensando ser bicarbonato de sódi

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Teresinha

31 de janeiro de 2013 às 23:01


  Luana Bruna Aguiar Marcolino, de 20 anos, morreu por ingestão de cocaína, na madrugada de terça-feira (29), em Serrana. Amigos dela suspeitam que a morte tenha sido provocada pela própria mãe.

O motivo do crime seria vingança, uma vez que a jovem teria denunciado a irmã e o cunhado por tráfico de drogas. A Polícia Civil e o Conselho Tutelar investigam o caso.

Segundo conselheiros, a menina sofria de problemas mentais e, frequentemente, procurava o Conselho dizendo que sofria maus-tratos e estava sendo ameaçada de morte.

Segundo uma amiga, que preferiu não se identificar, a mãe de Luana teria dado à filha um copo com água contendo cocaína. Luana teria ingerido a bebida pensando que se tratava de bicarbonato de sódio. "Ela reclamou que estava com dor de estômago e tomou a bebida que a mãe dela deu. Logo depois, começou a espumar pela boca. A mãe não prestou socorro. Ela saiu na rua e passou um guarda civil que a levou pra UPA [Unidade de Pronto Atendimento]", conta a testemunha.

Luana chegou ao pronto-socorro às 5h e morreu uma hora depois. Segundo a declaração de óbito, a causa da morte foi "intoxicação exógena por cocaína".

Suspeita de vingança
Dia 10 de janeiro, Luana denunciou a irmã e o cunhado, por venda de drogas dentro da residência deles. O casal foi preso em flagrante. Segundo a amiga de Luana, quando os policiais chegaram à casa para averiguar a denúncia, a mãe de Luana disse à polícia que a filha era louca e não falava a verdade. "Mas a polícia encontrou a droga lá. Desde esse dia, a Luana foi ameaçada pela mãe".

De acordo com o delegado interino de Serrana, Rodrigo Salvino Patto, testemunhas serão ouvidas nesta quarta-feira (30). Só depois um inquérito pode ser aberto para apurar o caso.

Luana dizia que era ameaçada de morte
"Ela sabia que iria morrer", disse uma conselheira do Conselho Tutelar de Serrana. A jovem, que desde criança era atendida pelo Conselho, reclamava frequentemente de maus-tratos da família. Segundo conselheiros, desde o início de janeiro, Luana pedia para ser internada em uma clínica psiquiátrica, porque tinha medo de morrer.

No dia 23, ela foi internada provisoriamente na Santa Casa de Serrana, enquanto esperava avaliação de um psiquiatra. Porém, ela recebeu alta no dia 25 e voltou para casa.

Segundo o Conselho Tutelar, a residência de Luana é um local de uso e de venda de drogas. Três crianças, netas da mãe de Luana, que moravam na mesma casa foram retiradas do local pelo Conselho e hoje vivem com a avó paterna.

Fonte: agencias



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