BB
Teresinha
28 de agosto de 2019 às 07:18
O Banco do Brasil informou na semana passada que o plano de desligamento incentivado anunciado em julho, dentro do Programa de Adequação de Quadros (PAQ), obteve a adesão de 2.367 funcionários. Com ele, o banco estima uma economia anual de R$ 490 milhões a partir de 2020. O problema é que muitos gerentes que se inscreveram no PDV não tiveram seus pedidos aceitos. Nos grupos de comunicação entre os funcionários, muitos afirmam que o BB abriu o PAQ, deixou os gerentes se inscreverem para mapear os interessados, simular os valores dos acordos e futuramente demití-los sem pagar os incentivos.
Para proteger toda a classe gerencial, a Associação dos Gerentes do Banco do Brasil (AGEBB - www.agebb.com.br) protocolou junto à diretoria do Banco do Brasil um documento em que sugere alterações na reorganização e no PAQ que possam diminuir o impacto negativo aos funcionários que permanecerão nas agências e na vida de suas famílias. Um dos pontos elencados pelo presidente da associação, Francisco Vianna de Oliveira Junior, é justamente sobre anecessidade da garantia de ruptura contratual para não causar constrangimento e tampouco queda na produtividade do funcionário que tiver o seu pedido negado.
A AGEBB pede no documento, também enviado ao presidente da República Jair Bolsonaro e ao ministro da Economia, Paulo Guedes, entre outras medidas, a prorrogação do período em que o funcionário receberá o seu salário para o prazo de 12 meses, ao contrário dos quatro meses proposto pelo banco, e o estabelecimento de um limite de distância para a remoção automática de escriturários dando preferência a permanência na própria praça ou, no máximo, respeitando as cidades limítrofes à sua praça.
Fonte: Ascom AGEBB
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