Teresinha
07 de agosto de 2017 às 21:08
O governador Wellington Dias (PT) vai ter que intervir urgentemente para não ver a base de sustentação do governo “implodir” com a disputa entre deputados aliados e secretários de Estado, que estariam “comprando” até suplente de vereador no interior para se elegerem em 2018.
A barganha de secretários com lideranças políticas nos municípios foi denunciada na mídia pelos “donos” dos “currais eleitorais”, invadidos pelos candidatos a candidatos a mandatos proporcionais nas eleições de 2018.
O presidente do PP no Piauí, Júlio Arcoverde, e o líder do PMDB na Assembleia Legislativa, João Mádison, não escondem a insatisfação com o assédio às suas lideranças pelos auxiliares de Wellington Dias. E prometem reagir.
Segundo João Mádison, os secretários que pretendem disputar um mandamto eletivo devem buscar atrair lideranças, mas da oposição e não de quem apoia o governo. "Isso cria um ambiente de hostilidade na própria Assembleia. Quem está na Assembleia e é secretário leva muito mais vantagem. É desproporcional”, reclamou Mádison.
A denúncia chegou aos ouvidos do chefe do Executivo. Wellington avisou que não vai tolerar o “assédio” a lideranças nas bases eleitorais dos aliados. Dias participou da Expojoca, em Joca Marques no Norte do Piauí, neste final de semana, quando falou sobre o assunto. Disse que não vai permitir que auxiliares condicionem ações de seus pastas a apoio político, como vem sendo denunciado na Assembleia Legislativa por deputados do PMDB e PP.
“Vamos ter que dialogar. Isso não tem sentido. Toda a minha recomendação é de tratar de forma republicana, independente de quem é governo e quem é oposição. Tratar sem fazer condicionamento. A eleição, claro, é fruto do resultado do trabalho, mas não se pode fazer condicionamento. Não se pode condicionar qualquer ação do governo, tirando base de A ou B em troca de algum convênio ou ação. Já tomei conhecimento desse debate na Assembleia e vamos supera-lo”, avisou o governador, em tom sério.